No próximo dia 25, pelas 18 horas, será apresentado na sala 223 do ISCTE, Av. das Forças Armadas, em Lisboa, o livro “Desenvolvimento Comunitário: das teorias às práticas. Turismo, Ambiente e Práticas Educativas em São Tomé e Príncipe”, de co-autoria, com organização de Brígida Rocha Brito (coord.), Nuno Alarcão e Joana Marques. O livro é apresentado por Luís Moita, Vice-Reitor da Universidade Autónoma de Lisboa.
segunda-feira, 9 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Obra de Jorge Castelo David
apresentada dia 6 em São Tomé
“Dicionário de Administração Eleitoral – Organização de Eleições Democráticas, Transparentes e Livres”, é uma obra do santomense Jorge Castelo David que no próximo dia 6 de Marco, na Mediateca do Banco Internacional de São Tome e Príncipe, entidade que patrocinou a obra, em São Tomé, vai ser, finalmente, apresentada ao grande público (e não porque o autor não tivesse querido fazê-lo mais cedo, nomeadamente, antes das eleições angolanas; contingências que o ultrapassaram e que nada tiveram a ver com o patrocínio impediram-no de o fazer).A obra, que tem prefácio do Mestre Eugénio Costa Almeida, aborda os diferentes estágios que os pensadores políticos devem tomar em consideração quando querem apresentar a Democracia ao Povo.
Na Introdução, que pós-inicia com uma citação do antigo Secretário-geral das Nações Unidas, Boutros-Boutros-Ghali, sobre a Democracia não como sendo um modelo a copiar mas um objectivo a (re)conquistar por todos os Povos, Jorge Castelo David afirma que “A Democracia é uma vasta experiência humana que implica o desenvolvimento da consciência cívica e da cidadania. Ela é baseada na ideia de que cada cidadão e cada cidadã devem ter, ou melhor, têm o direito (natural) de se pronunciar sobre a forma como o seu país deve ser governado e a quem essa nobre missão deve ser confiada. O direito de escolher os responsáveis da Nação tem a dimensão de um dever de respeito obrigatório. Trata-se de um direito que não deve ser negociado mas sim um direito que deve ser exercido eternamente e por isso, defendido a qualquer preço. A democracia permite a livre expressão e a livre união para eleger os que mais garantias dão quanto à capacidade de interpretação correctamente das GOP (grandes opções do plano) das populações. O povo é realmente quem detém poderes naturais para administrar o património nacional. Através da eleição, ele cede/confia essa responsabilidade à um determinado grupo de compatriotas seus. Nessa cedência o povo vinca subentendidamente a necessidade da gestão ser feita na base da constituição da república e de legislações suplementares aplicáveis.”
Uma obra enriquecida com várias fotos do autor e de anónimos com que ele cruzou durante as suas actividades enquanto Especialista em Logística Eleitoral da MONUC (Congo Democrático) e dividida em 12 capítulos, o último dos quais é um Dicionário onde os termos eleitorais são colocados de forma clara e objectiva para todos o compreenderem.
Como afirma Eugénio Costa Almeida no final do Prefácio, “Esta vai ser uma obra para os nossos futuros dirigentes, analistas e cientistas políticos terem sempre em cima da sua secretária ao lado dos dicionários e de livros de referência de autores clássicos como a “História de África Negra”, de Ki-Zerbo, ou “Paz e Guerra entre Nações”, de Raymond Aron, ou o “Sistemas Políticos Africanos”, de Fortes e Evans-Pritchards, ou de mais recentes como M. Hardt e A. Negri (Império), Max Weber, Robert Michels (Para uma Sociologia dos Partidos Políticos na Democracia Moderna), entre outros.”
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Nas minhas costas ainda
há espaço para mais facadas
São muitos,cada vez mais,
os que ao meu lado
fogem sem pensar
e me vão apunhalando,
quase sempre pelas costas.
São poucos,
cada vez menos,
os que pensam,
sem fugir.
Por cada punhalada,
recebem uma promoção,
uma gratificação,
um elogio.
Mas, como dizia o Mais Velho,
ainda é a dor
que nos faz andar,
ainda é a angústia
que nos faz correr,
ainda são as lamúrias
e as lamentações,
que de vários cantos
do país nos chegam,
que nos fazem trabalhar;
Ainda é a razão
dos mais fracos
contra os mais fortes
que nos faz marchar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
... Ainda é a dor
Ainda é a dor
que nos faz andar,
ainda é a angústia
que nos faz correr,
ainda são as lamúrias
e as lamentações,
que de vários cantos
do país nos chegam,
que nos fazem trabalhar;
Ainda é razão
dos mais fracos
contra os mais fortes
que nos faz marchar.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Punhal na alma... pelas costas
Na vida das esquinasencontrei esquinas
que me apontaram a vida
que, afinal, estava mesmo
ao dobrar da esquina.
Apesar disso chorei
quando senti o punhal
entrar-me pela alma
sem verter uma gota de sangue
porque esse jazia
sonolento num corpo perdido
na madrugada que anoitecia
sem se lembrar da poesia
que nascera décadas antes
nos córregos sinuosos
de uma saudade castigadora
bem mais lancinante
do que o punhal que me feriu
a alma e que, mais umva vez,
foi espetado pelas costas.
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