segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Exposição «Arte Solidária» na Galeria AMI

Inauguração no dia 3 de Setembro (quinta-feira), 21.30H, da Exposição “Arte Solidária”, na Galeria AMI, Rua da Lomba 153-159, junto à Estação de Campanhã, no Porto, Portugal.

Autarquia de Viana do Castelo cria
Rede de Bibliotecas e catálogo online

A Câmara Municipal de Viana do Castelo (Portugal) aprovou, em reunião de executivo, o alargamento da Rede de Bibliotecas a todas as escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico e ainda do secundário e ainda a criação do catálogo colectivo online.

Trata-se de possibilitar o acesso colectivo ao acervo das diferentes bibliotecas escolares, algumas com grande valor bibliográfico, e ainda de criar uma plataforma tecnológica que permita a dinamização de empréstimos inter-bibliotecas online.

A Rede de Bibliotecas irá agora abranger todas as escolas do concelho, que ficarão online através de uma plataforma tecnológica que permite a criação de um catálogo online colectivo, visando o fomento de uma política coordenada de aquisições, a compatibilização e a troca de informação bibliográfica e a dinamização de empréstimos inter-escolas.

Desta forma, e de acordo com a Presidente da Câmara, Flora Silva, “fica facilitada a troca de livros entre bibliotecas, é facilitada a gestão da colecção das bibliotecas e é enriquecido o catálogo das bibliotecas”.

Na reunião de executivo, foi também aprovado o protocolo de cooperação com a Comissão do Plano Nacional de Leitura com o objectivo de combater a iliteracia e divulgar o livro e a leitura nas escolas e nas salas de aulas.

Para cumprir este protocolo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai apoiar financeiramente as instituições educativas com 29 mil euros, que serão utilizados na aquisição de livros para as bibliotecas escolares até 2011, um valor que será duplicado com o apoio prestado pela Comissão do Plano Nacional de Leitura.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pintura de José González Collado no Porto

O "Traço e a Cor" é a designação da exposição de pintura que José González Collado e a Galeria Vieira Portuense inauguram no próximo dia 29 de Agosto, sábado) pelas 16 horas.

Porque, na verdade, se há artista plástico vivo que se possa caracterizar pela mestria do desenho e da conjugação das cores, esse é Collado, que as 83 anos de idade ainda pinta 5 horas por dia com o mesmo talento de há sessenta e tal anos, quando expôs pela primeira vez a sua obra.

A exposição poderá ser vista de segunda-feira a sábado, das 9,30 às 19 horas, até ao dia 26 de Setembro.

Galeria Vieira Portuense
Largo dos Lóios, 50, 4050-338 Porto (Portugal)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

IN Teatro. Do Teatro. No Teatro. Dentro do...

Um conceito de teatro IN, para virar algumas cabeças feitas e seduzir os públicos. Este espectáculo baseia-se na convicção de que o teatro, dentro da sua imensa diversidade de possibilidades, não tem de ser nem pode nunca ser uma seca para ninguém.

É tudo uma questão de abordagem e de atitude. Uma atitude essencialmente INformal, provocadora e reveladora. Pretende-se criar encontros estimulantes e íntimos com o público, reflectindo sobre o que nos rodeia, baseando algumas cenas em textos que atravessam a história do Teatro Ocidental, dando a provar um pouco da universalidade e contemporaneidade dessas referências intemporais.

Misturam-se, entre outros, tragédia, sátira, comédia, absurdo, realismo, dança, canto, máscara, mímica, marioneta, luz, som e vídeo. Explorando-os, sem pudores, para dar a conhecer uma multiplicidade de linguagens teatrais.

Subvertendo a estrutura convencional de um espectáculo, criando uma outra relação entre espectador e actor, queremos possibilitar o surgimento de uma experiência nova, para nós e para o público que se queira deixar surpreender…

IN 13ª produção AL-MaSRAH Teatro

Criação Colectiva
Encenação: Pedro Ramos


Corpo e Movimento: Rita Alves

Interpretação: Bruno Martins, Cátia Agria, Patrícia Amaral, Pedro Carvalho, Susana Nunes

Luz e Som: Valter Alves

Vídeo e Fotografia: Sandra Santos

Dramaturgia, Adereços, Figurinos Colectivo Apoio à Produção: Tela Leão Piano: Luís Conceição

Guitarra Portuguesa: José Alegre

Cartaz: Miguel Cruz

Desenhos Genérico: Gaya

Materiais de Divulgação: Verónica Guerreiro

80 min. M/12

Próximos espectáculos
10, 11, 12 e 13 Setembro – 22h – Espaço da Corredoura – TAVIRA
18 e 19 Setembro – 22h – Teatro Garcia de Resende – ÉVORA
25 e 26 Setembro – 22h – Teatro Municipal – SERPA

Informações e Reservas
967 77 91 22
alteatro.c@gmail.com
alteatro.c@gmail.com

Mais de quatro mil vsitaram a Avifauna

A exposição temporária de fotografia sobre a Avifauna em Viana do Castelo (Portugal), elaborada com base na recente edição da Câmara Municipal de Viana do Castelo sobre as aves existentes no concelho, já foi visitada por mais de quatro mil pessoas desde o dia 5 de Junho.

A mostra está patente no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) até 12 de Setembro mas os números registam o interesse crescente dos visitantes pelas aves e pelas imagens captadas pelas objectivas de jovens vianenses.

Destes quatro mil visitantes, cerca de 500 são público em geral, cerca de dois mil através de visitas com associações ou em grupos organizados que agendaram actividades e visitas com o CMIA e cerca de seiscentos de escolas da região.

A exposição temporária apresenta imagens registadas pelos jovens de Viana do Castelo e que estão compiladas numa obra inédita editada no âmbito das Comemorações dos 750 Anos do Foral Afonsino. Da autoria de António Rodrigues, Domingos Rocha, Duarte Nuno Araújo, Hélder Araújo e Pedro Gomes, este livro contém excelentes imagens da principal avifauna do concelho, fazendo ainda um enquadramento natural do concelho.

A edição e respectiva exposição retratam a beleza, o colorido e as características da avifauna do concelho. Trata-se de um catálogo de extraordinário cuidado fotográfico que apostou na observação e fotografia do património natural do Lima e do Litoral Norte, com especial enfoque para as aves. São cerca de cem espécies fotografadas e catalogadas e que resultam de um trabalho de campo e de investigação intenso ao nível da observação, fotografia e identificação que envolveu mais de 1200 horas de trabalho, entre Fevereiro de 2007 e Março de 2009.

O CMIA de Viana do Castelo tem vindo a promover um largo conjunto de exposições dedicadas ao ambiente. Com dois anos de funcionamento, já participaram nas actividades do Centro mais de 18 mil pessoas de diversas faixas etárias, graças a uma diversidade de projectos, formações, exposições e iniciativas que tem vindo a marcar o calendário anual do concelho.

O CMIA de Viana do Castelo é uma das obras marcantes da intervenção do Programa Polis. Foi recuperado um valioso património natural e edificado - Azenhas de D. Prior (moinho que funcionava com a força da maré), deixado ao abandonado na década de 30 do séc. XX e profundamente degradado.

A sua reabilitação, da autoria do jovem arquitecto Jorge Cavaleiro, permitiu criar um espaço aberto ao púbico em geral com uma oferta de actividades variada e para diversas faixas etárias, possibilitando assim a fruição de valores culturais, de património natural e construído, bem como aprender a observar a natureza e adquirir boas práticas ambientais.

O CMIA proporciona ainda o indispensável enquadramento técnico e logístico às actividades a desenvolver no Parque Urbano de Viana do Castelo parte integrante da Zona Húmida do Estuário do Lima com cerca de 23 hectares.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vermelho de sangue sem fé

Nos córregos da esperança
fecundei o olhar de um país
de sonho sem qualquer latitude.
A quimera era apenas uma lança
que feria de morte a raiz
de uma tão cobarde atitude.

A minha criança negra recusa
pétalas celestes de amanhã
nascidas da nossa terra queimada.
Sonhar é algo que não se usa
porque até a esperança é vã
e a vida uma morte alada.

Huambo, Huíla, Benguela,
mapa acéfalo de recortes
e de pitangas mais agrestes.
Amorfismo da minha cela,
de grades feitas de mortes
sem cruz, beijos ou vestes.

Tulemba, espírito reinante,
irmão ganguela do passado,
passado mortífero que assola.
Jamais a Mãe preta será amante
daquele espírito bom e amado
do avoengo Ginga ou Txissola.

Quimera sim do Upuango,
qual Kissange nas noites do Bié,
na negridão da noite Luena.
Nosso, esse rio Cubango
vermelho de sangue sem fé
negro de vida nada serena.