quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Silvino Évora lança “Rimas no Deserto”

‘Rimas no Deserto’ é o título da primeira obra poética de Silvino Lopes Évora que, depois de mais de uma década a escrever para círculos mais restritos, decide agora dar a conhecer ao grande público a sua poesia.

O livro será apresentado no próximo Sábado, dia 3 de Outubro, pelas 16 horas, na Livraria Les Enfantas Terribles, em Lisboa (Av. Frei Miguel Contreiras, n.º 52, Alvalade - junto à Av. de Roma). A apresentação está a cargo da jornalista portuguesa Otília Leitão.

Por outro lado, estará presente a moçambicana Elsa Noronha, especialista em cântico poético, que vai dizer alguns poemas do autor constantes na obra a ser apresentada. Para animar a plateia, vão fazer-se ouvir as vozes de Edson Alves e Ilda Fortes, que vão folhear o livro de conhecidas músicas nacionais, celebrizadas por grandes vozes que, ao longo dos tempos, deram melodia às letras cabo-verdianas.

Silvino Lopes Évora é natural de Chão Bom, Concelho do Tarrafal de Santiago. Depois de dois anos de experiência a dar aulas na Escola Secundária do Tarrafal, viajou para Coimbra para cursar Jornalismo, depois do qual especializou-se em Jornalismo Judiciário. Prepara, neste momento, a sua tese de doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, onde, em 2006, concluiu o Mestrado na mesma área com a classificação máxima. A apresentação de ‘Rimas no Deserto’ em Cabo Verde acontece oportunamente.

Sinopse do Livro

Rimas no Deserto é uma obra híbrida que procura, através da poesia, captar a atmosfera social do mundo moderno, olhando para várias problemáticas, equacionando determinadas questões, interrogando a vida e a forma como, muitas vezes, certas pessoas têm que remar contra ventos e marés para poderem pôr de pé um projecto de vida.

Olha para Cabo Verde, questiona o impacto da falta de pluviosidade na vida das populações e a condição arquipelágica do país, que coloca as pessoas de frente com o mar, que é fonte de dor e de esperança: dor da saudade daqueles que partem e esperança de que possa ser o caminho para uma comunicação fluente com outros mundos.

A obra não olha só para o arquipélago, mas para a África, de uma forma geral, captando a forma anímica como as pessoas lutam para vencer, contrariando a força do vento. Daí rimarem no deserto, que é como quem diz, remarem contra as dificuldades.

Rimas no Deserto é uma obra abrangente. Da África, salta para a Europa, fala da magia da Cidade de Coimbra, canta a força das águas do Rio Mondego, o amor e aborda questões existenciais da vida, do lugar que a palavra ocupa para criar os sentidos à volta do ser humano, dos seus sentimentos, do seu mundo e da sua existência. Rimas no Deserto fala do mar, da partida, da saudade, do amor, do silêncio, da noite, do fogo do vulcão, da luz e das trevas, das superstições que povoam o imaginário das pessoas, da sensibilidade da mulher e até de heróis da guerra.

Excerto do Prefácio escrito por Albino Luciano Silva:

“Rimas no Deserto é um convite a uma viagem descalça à praia das nossas inquietações onde o passado, o presente e o futuro se confluem entre olhares de quem ganhou amores que se partiram, encontrou a beleza nas pequenas insignificâncias e a esperança em cada grão de areia que antes era parte consistente de uma rocha maior e que hoje, humildemente, acaricia os pés do viajante, ajudando-o a rimar pelas dunas deserto afora.

A sensibilidade com que o autor vestiu a obra permite-nos ver os grãozinhos de areia (as letras) como o conjunto de sementes (as palavras) que formam o nosso corpo (a frase) que, sozinhos, têm um significado desprezível, mas, cujo conjunto (o estrofe), descreve o poema de um ser atómico, de tez romântico e poético que habita dentro de cada um de nós. Um ser que rima, (des)construindo o seu próprio deserto, ou seja, a sua própria aventura”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Victor Burity da Silva em Luanda e Maputo

Duas obras literárias em prosa, intituladas "Rua dos anjos" e "Este lago não existe", do autor Victor Burity da Silva, serão apresentados amanhã em Luanda.

As obras, a serem publicadas pela Plural Editores, empresa do grupo Porto Editora, devem ser apresentadas pelo também escritor Artur Pestana “Pepetela”.

Os livros que já estão disponíveis em Portugal através da Porto Editora, estarão também em Moçambique através da Plural Editores Moçambique.

Parte do “Rua dos anjos”, com 80 páginas, “está publicada em manuais escolares angolanos (12ª classe) e é estudada no ensino superior cabo-verdiano.

Segundo Pepetela, o livro “Este lago não existe” é “um longo poema de amor”, que “mescla luz e trevas, real e imaginário”, sendo propício para “ler devagar”.

As obras inauguram a "Colecção Literatura Plural", da editora Plural Editores.

Victor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, a 28 de Dezembro de 1961, tendo estudado jornalismo em Lisboa, Portugal.

Arquitecto Souto Moura visita obra
do Coliseu de Viana do Castelo

O prestigiado arquitecto Souto Moura esteve em Viana do Castelo onde, com o Presidente Defensor Moura, efectuou uma visita de acompanhamento da obra do Coliseu, que deverá abrir no final do primeiro semestre de 2010. Durante a visita, o arquitecto acompanhou de perto o andamento da obra, que se encontra actualmente na difícil e complexa construção da laje de fundo do edifício.

A empreitada de construção, que já implicou o processo de perfuração e injecção de betão a jacto, para defender a estrutura da invasão de água junto à linha do rio Lima com a implantação de 800 colunas em betão com oitenta centímetros, parcialmente sobrepostas, passa agora pela complexidade de construção da laje de fundo, que serve de base ao edifício, que será caracterizado pela transparência do vidro.

O equipamento, desenhado por Souto Moura, terá uma área de implantação de 3.792 metros quadrados com 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros de altura. Situado junto ao rio Lima, o Coliseu estará preparado para acolher eventos de grande dimensão como festivais de música, concertos, cinema, congressos, exposições e feiras.

A capacidade do equipamento multiusos é de cerca de duas mil pessoas, podendo o número aumentar para o dobro nos casos de concertos musicais em que se assiste em pé. Para congressos e espectáculos, terá um palco com 15 por cinco metros, com capacidade de extensão até 15 por 15 metros, de acordo com as necessidades específicas de cada evento.

O Coliseu vai nascer ao lado da nova Biblioteca Municipal, projectada por Álvaro Siza Vieira, e da Praça da Liberdade, com edifícios administrativos da autoria de Fernando Távora.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Luandino Vieira apresenta livro em Portugal

A Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes (Portimão) recebe no dia 30 de Setembro o escritor angolano José Luandino Vieira, para a apresentação da sua obra «O Livro dos Guerrilheiros», que acaba de ser editada em Portugal.

A sessão está marcada para as 18h30 e nela o autor, que participou no movimento que originou a República Popular de Angola, falará sobre o sentido e as motivações que radicam no fenómeno da guerrilha e dos guerrilheiros no seu país, não formulando respostas, antes recolocando questões que legitimam o mergulho na memória que é feito no livro agora lançado.

No mesmo dia, o autor visita ainda a Biblioteca Municipal de Loulé às 21h30, também com o propósito de apresentar «O Livro dos Guerrilheiros».

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

... e existem pelo pelo menos 100 razões!

No âmbito da comemoração do 1º aniversário da realização das segundas Eleições Legislativas em Angola, Vasco Cristóvão lançará um livro cujo conteúdo aborda irregularidades e violações as Leis, vividas nas Eleições Legislativas de 2008 em Angola, contribuindo assim para que qualquer nova eleição não se realize com o mesmo ambiente vivido nas referidas eleições. A cerimonia de lançamento do livro realizar-se-á na sala do Cinema São Domingos, anexa a Paróquia Nossa Senhora de Fátima no Bairro Nelito Soares, em Luanda no próximo Sábado, dia 26 de Setembro de 2009 pelas 11 horas.

domingo, 20 de setembro de 2009

Só 28 estátuas ganharam nova casa

«A centena de estátuas Homem T que estiveram durante Julho e Agosto na Avenida dos Aliados, no Porto, foram ontem, sábado, a leilão. Durante mais de uma hora, foram arrematados 28 bonecos, num total de licitações que ultrapassou os 17 mil euros.»

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Núcleo Museológico em Castelo de Neiva

A Câmara de Viana do Castelo (Portugal) abre domingo, pelas 11h00, mais um Núcleo da Rede de Núcleos Museológicos do Museu do Traje. Trata-se de um espaço dedicado ao Sargaço, actividade tradicional de Castelo de Neiva, em cuja antiga escola primária vai ser instalado o novo núcleo.

A abertura do espaço museológico é fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal e os grupos folclóricos de Castelo de Neiva e integra ainda a inauguração do novo centro cívico da freguesia.

Este núcleo museológico integra uma exposição onde constam objectos ligados à apanha do sargaço como um palheiro de sargaço, uma jangada e utensílios diversos utilizados mas também uma mostra com imagens da apanha do sargaço em Castelo de Neiva, o visionamento de um filme sobre o sargaço, suas tradições e história e ainda a mostra dos vários tipos de sargaço e a nova colecção de sabonetes feitos com base nas algas colhidas na freguesia, e que será apresentada nesta cerimónia.

Do programa de inauguração consta uma visita à praia da Pedra Alta durante a baixa-mar a partir das 10h00 e uma apresentação, pelas 12h00, que será feita pelo Professor Doutor Leonel Pereira, do Departamento das Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, coordenador nacional do portal português de macro-algas e um dos responsável da Algoteca da Universidade de Coimbra.

O novo Núcleo Museológico do Sargaço de Castelo de Neiva integra a Rede de Núcleos Museológicos do Museu do Traje, que integra ainda os núcleos dos Moinhos de Água da Montaria, o Museu do Pão de Outeiro (cujas visitas podem integrar a cozedura de pão), o Museu Agro-Marítimo de Carreço e os moinhos de vento de Carreço (onde, em visitas organizadas, podem ser feitos piqueniques junto ao moinho com aperitivos como a famosa salada de “lamparões).

Para além do novo Núcleo Museológico do Sargaço de Castelo de Neiva, a Câmara Municipal de Viana do Castelo está também a preparar a inauguração do Núcleo Museológico da Casa das Artes / Centro Histórico de Darque e, na forja, está também um núcleo museológico dedicado ao linho, a instalar na freguesia de Perre.

Esta Rede de Núcleos Museológicos é dinamizada pelo Museu do Traje de Viana do Castelo, situado na Praça da República em modernas instalações que surgem da remodelação do edifício Estado Novo do antigo Banco de Portugal, e que organiza visitas ao espaços que, aliás, tem registado uma grande número de visitas.