domingo, 17 de maio de 2009

Memória que chora

Quando sonhei contigo
estava acordado na berma
da memória que transborda
de um coração que chora.
Olhei para essa saudade
mas só vi um infinito triste
também chorando lá longe
no meio do capim quente
como se mantivesse eterno
o calor dos corpos enrolados
que há muito, muito tempo,
por lá andaram em juras
de amor tão férreo
quanto o sonho que então
nos ajudava a amar sem pensar
na dor que um dia seria
ver-te dizer adeus na esquina
desse horizonte petrificado
que me faz ainda hoje
estar acordado na berma
da memória que ainda chora.

terça-feira, 12 de maio de 2009

“Pegadas do Passado” de Carlos Pedro

O estudante universitário Carlos Pedro vai publicar na sexta-feira, às 17h30, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, a sua primeira obra literária intitulada “Pegadas do Passado”. A obra poética tem 28 páginas e sai a público com a chancela da UEA, com o apoio da Sonagol.

Segundo a secretária para as Actividades Culturais da UEA, Kanguimbo Ananás, o livro “Pegadas do Passado” vai ser publicado no âmbito da política de actividades culturais da União dos Escritores Angolanos, sendo esta a segunda obra a ser divulgada depois de “Angels” de Leilas dos Anjos.

A escritora explicou que os livros que a UEA publica passam primeiro pela mesa de literatura que tem a finalidade de analisar se a obra está ou não em condições de ser publicada.

Kanguimbo Ananás disse que a Brigada Jovem de Literatura de Angola deve ajudar os jovens que tencionam entrar no mundo da arte de escrever desde que o livro apresenta condições.

Segundo a escritora, os grandes nomes da literatura nacional como Agostinho Neto, Arnaldo Santos, Artur Pestana “Pepetela”, José Luís Mendonça, Manuel Rui Monteiro, Mendes de Carvalho, Óscar Ribas e Luandino Vieira começaram na juventude.

Fonte: Jornal de Angola

sábado, 9 de maio de 2009

"Consulado do Vazio” de Daniel Patissa

O escritor Daniel Gociante Patissa procedeu hoje, sábado, na cidade do Huambo a uma sessão de venda e de autógrafos da sua primeira obra literária, intitulada "Consulado do Vazio".

A referida obra, segundo o seu autor, é uma colectânea de 28 poemas, escritos durante 12 anos.

O escritor disse que a obra foi editada em Maio de 2008, altura em que foi colocada à disposição dos amantes de literatura, com uma tiragem inicial de 1 500, dos quais foram já comercializados 700.

Daniel Gociante Patissa que diz ter trazido apenas 150 exemplares para o Huambo, frisou que cada livro é comercializado ao preço de 500 kwanzas, para permitir que leitores possam adquirir a obra.

"É preciso democratizarmos o acesso ao livro. Se assim for, todos terão a possibilidade de comprar os livros e estaremos, então, a fomentar na população o gosto pela leitura", defendeu o autor, nascido no município de Bocoio, província de Benguela.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Antologia de poemas inéditos
de 32 autores cabo-verdianos

O jornalista português Francisco Fontes acaba de lançar na Cidade da Praia, Cabo Verde, uma antologia de poesia inédita que reúne poemas de 32 autores cabo-verdianos residentes no arquipélago ou na diáspora.

O lançamento de "Destino de Bai", livro coordenado por Francisco Fontes, jornalista da Agência Lusa, decorreu no Centro Cultural Português da Cidade da Praia, no quadro das celebrações do Dia da Cultura da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A obra, que conta com poemas inéditos de autores consagrados e de outros menos conhecidos, entre eles José Maria Neves, actual primeiro-ministro de Cabo Verde, foi editada em 2008 em Portugal pela organização não governamental Saúde em Português, com prefácio de José Maria Neves.

sábado, 2 de maio de 2009

Para pior já basta assim

Pergunto à gente que não passa
se este país tem futuro,
o silência aponta a desgraça
desta forte dor que não curo.

Pergunto à gente moribunda
se vale a pena ainda sonhar,
o silência cala a profunda
dor de quem não sabe amar.

Pergunto à gente que corre
se ainda é possível salvar
a liberdade que aqui morre
debaixo do um triste olhar.

Pergunto à gente que está em pé
se a vitória ainda é possível.
Falam-me de sonhar e ter fé
para vencer esta dor terrível.

Pergunto à gente que se cala
se ser cobarde é a saída.
É um silêncio que também fala
e que quer significar vida.

Pergunto à gente sem coluna
se não a ter não é o fim.
A resposta é comum e una:
para pior já basta assim.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

“Meninos de Ninguém - O caso Gisberta”

A jornalista Ana Cristina Pereira lança hoje, em sessão dupla no Porto (Portugal), o livro de reportagens “Meninos de ninguém – O caso Gisberta e outras histórias”, uma colectânea de trabalhos sobre crianças desprotegidas ou delinquentes.

A primeira apresentação está marcada para as 18.30, no Centro Educativo de Santo António, na Rua do Melo, 5, e conta com a presença da directora geral de Reinserção Social, Leonor Furtado, da psicóloga Teresa Rosmaninho e do jornalista David Pontes (director adjunto da agência Lusa).

A segunda está prevista para as 22 horas, no bar Armazém do Chã, na Rua de José Falcão, 180, com a colaboração do jornalista Amílcar Correia (Público), do docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto Luís Fernandes, que prefacia o livro, e do actor Rui Spranger, que lerá excertos da obra.

Ana Cristina Pereira estudou Comunicação Social na Universidade do Minho e é jornalista no jornal Público, dedicando-se a temas como a pobreza, dependências, trabalho infantil, delinquência juvenil, violência intrafamiliar, migrações e minorias. Dado à estampa pela Editora Ulisseia, “Meninos de Ninguém” é o primeiro livro de Ana Cristina Pereira.