terça-feira, 23 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Memória
Na linguagem cifrada do vento
descubro uma metáfora amarelo sol
um estranho e onírico sopro
num feixe de arco-íris eterno
Espreitam olhos de maldade
escondem brinquedos de fingida simpatia,
mas as recordações filtram o passado
e servem o equilíbrio instável do presente
Linda boneca de tez rosada
deita-se no perfume do tempo
que constrói transparentes certezas
num mar urgente de cetim
Quero olhar a história
matar a vergonha consentida
e ver-te brincar na memória
retocada por desejos fortuitos
Ao olhar-te adormeço para a eternidade
descubro uma metáfora amarelo sol
um estranho e onírico sopro
num feixe de arco-íris eterno
Espreitam olhos de maldade
escondem brinquedos de fingida simpatia,
mas as recordações filtram o passado
e servem o equilíbrio instável do presente
Linda boneca de tez rosada
deita-se no perfume do tempo
que constrói transparentes certezas
num mar urgente de cetim
Quero olhar a história
matar a vergonha consentida
e ver-te brincar na memória
retocada por desejos fortuitos
Ao olhar-te adormeço para a eternidade
e sorrio
Salomé Castro in Ubi Veritas
Obrigado JotaCê Carranca
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Mamãe África
sobre os cinco continentes
e os teus filhos naufragados
noutras terras noutras gentes
Nos teus gritos há raízes
a contar histórias ao mar
velhas feridas cicatrizes
com batuques a chamar
Mamãe África
Mamãe África
Mamãe África
Oh, Mamãe África
Vem pegar-me ao colo
vem chamar-me filho
vem dizer-me quem sou
Tuas lágrimas são rios
que te nascem nas entranhas
e o futuro é um desafio
que eu aposto que tu ganhas
Este canto de que eu faço
o caminho de regresso
é a voz do meu abraço
aos irmãos que eu não conheço
Mamãe África
Mamãe África
Mamãe África
Oh, Mamãe África
Vem pegar-me ao colo
vem chamar-me filho
vem dizer-me quem sou.
Dany Silva/Cuca
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Deixem-me chorar
lágrimas de esquina
que dobram o coração,
sonhos de madrugada
que amamentam
as noites do luar.
Deixem-me vaguear
nos córregos do cérebro
que bloqueiam a poesia,
que travam a sensatez.
Dobro a vida das esquinas
e encontro a ponte
que não tem margens.
Deixem-me andar por aí
como quem sabe o que faz,
mesmo quando tropeço
no sonho de apenas querer
chorar como qualquer um.
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