quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz (isto é como quem diz!) 2010

Um dias destes os donos da comunicação social portuguesa (bem como os donos dos donos) ainda vão descobrir que mandar jornalistas para morrerem nas zonas de conflito sai mais barato do que fazer despedimentos colectivos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Uma Maria que a todos representa

«Pela primeira vez em 20 anos de jornalismo, o meu Natal será "celebrado" através dos "rendimentos" do subsídio de desemprego. Na árvore de Natal, pendurei tantas bolas quanto o número de curriculos que já enviei... pode ser que o sr. das Barbas Brancas decida entrar pela chaminé e diminua os enfeites. Que a solidariedade tão evocada nesta época contagie todos os homens em cada um dos seus dias. Abraço da Maria»

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um Natal de rendimentos e coleccionismo

Este é um Natal diferente. No que me toca, passo pela primeira vez por algo de novo. Vivo dos rendimentos e dedico-me ao coleccionismo. Os rendimentos chegam pelo subsídio de desemprego e a coleccção (já numerosa) respeita às promessas de trabalho.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Bom Natal!

Os inimigos colocam
pedras no nosso caminho.
Os que se dizem amigos
estendem-nos a mão
quando nelas tropeçamos.
Os verdadeiros amigos
retiram as pedras
antes de passarmos.
Tenho tropeçado em muitas.
Mas acredito que se não fossem
os verdadeiros amigos
tropeçaria muitas,
mas muitas, mais vezes.
Aos inimigos
(porque sem eles
eu não saberia
quem são os amigos),
aos que se dizem amigos
(porque lá vão
estendendo a mão,
às vezes com visível custo)
e aos verdadeiros amigos
(porque, apesar de poucos,
são preciosos)
desejo em bom Natal
(na proporção
que cada um deles merece).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

«Borja da Costa - Poemas - Klibur Dadolin»

Um conjunto de poemas timorenses que transcrevem a rebeldia educacional e religiosa a par com as ideias revolucionárias de Borja da Costa, autor do hino nacional de Timor-Leste, numa época em que a luta social despontava neste país.

A Lidel anuncia o lançamento do livro “Borja da Costa - Selecção de Poemas / Klibur Dadolin”, da autoria de Luís Costa, que apresenta uma compilação de poemas de Borja da Costa, seu irmão, numa edição bilingue, em português e em tétum.

Os poemas de Francisco Borja da Costa mostram o profundo conhecimento das regras de poesia tradicional, em que transparece o desejo de sensibilizar o povo explorado, através de uma linguagem que está enquadrada no espírito da época anti-colonial e na luta social através da revolução.

Tal como é referido num dos seus poemas, “Porque é que o Timorense há-se curvar-se para sempre?”, “Abre os olhos, o novo dia chegou à nossa terra”.

A sua poesia aborda os problemas regionais a nível da educação e do desenvolvimento, sendo influenciada pelos movimentos de libertação africanos e dos estudantes da Casa de Timor em Lisboa, bem como, pela percepção das injustiças e desigualdades com que se foi deparando na convivência com os portugueses na tropa e aquando do seu trabalho na administração pública.

Esta obra reúne os poemas de Borja da Costa, em edição bilingue – Português/Tétum ou Tétum/Português, conforme a língua do original – traduzidos pelo seu irmão Luís Costa que os organizou e ainda aperfeiçoou algumas traduções já existentes.

“Estrela d’Alva no Céu
Vem orientar o caminho!
Vem mostrar o caminho certo
Que nos leve à luz
Vem iluminar a consciência de Timor
Vem abrir os seus olhos.”
In “Borja da Costa”; pág. 37

Francisco Borja da Costa nasceu em Fatu-Belak, no dia 14 de Outubro de 1946. Entrou para a função pública, em 1967, a título experimental. De 1968 a 1971 cumpriu o serviço militar obrigatório e, terminado o mesmo, regressou à função pública, na categoria de aspirante da Repartição de Gabinete.

Em 1973 esteve em Lisboa de licença onde frequentou a Casa de Timor. De regresso a Díli participou mais activamente nos encontros nacionalistas e, quando se deu o 25 de Abril de 1974, entrou para o movimento ASDT (Associação Social Democrática Timorense).

No dia 7 de Dezembro de 1975, dia da invasão indonésia, desprevenido e sem possibilidade de fugir para as montanhas, Borja da Costa foi assassinado nessa madrugada à frente da sua residência em Kolan-ibun, Bairro dos Grilos.

O seu corpo juntamente com o de outros membros da Fretilin e da Apodeti (Associação Popular Democrática de Timor) foi lançado ao mar tendo sido enterrado, posteriormente, na praia entre Lecidere e a ponte Santana, segundo dizem, ao pé de um coqueiro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O silêncio que se ama e respira

Um dia lá irás respirar o silêncio,
beber o infinito, e chorar a saudade
que fez do pai um pobre sonhador
que não sabe se sonha
ou se se limita a olhar
o passado pelos recantos
do futuro, ou pelas esquinas
que no presente moribundam.
Eu sei que reponho o sonho
no que não me limito a olhar
seja o futuro ou o presente
pelos recantos do passado.
Não te importes com as lágrimas
que inundarão a terra quente,
a terra quente da minha de Angola.
Nesse dia, entre o silêncio,
o infinito e a saudade nascerá uma flor.
Que flor? Perguntarão alguns,
ao verem-te olhar o horizonte
pelo sorriso que foi do teu pai.
Não te preocupes porque essa será
uma flor tão rara que só tu verás,
que só nós dois sentiremos.

«Chicoronho», de Jorge Caluquembe

A Casa de Angola, em Lisboa, convida os interessados para estarem presentes na apresentação pública do romance «Chicoronho», de Jorge Caluquembe, que se vai realizar-se no próximo dia 27 de Novembro, pelas 18,00 horas, na sede da instituição. De notar que as verbas obtidas com este romance serão integralmente entregues à Missão da Huíla para recuperação do ensino nesta Missão.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Poesia de Timor: «de olhos Lavados»

Mais de quarenta poemas escritos em português e tétum, descrevem neste livro as emoções de uma viagem que homenageia Timor-Leste, numa ida dividida entre a saudade e a sedução de um regresso “de olhos lavados” .

A Lidel anuncia o lançamento do livro “de olhos lavados / ho matan moos”, um conjunto de poemas da autoria de António José Borges, com Timor-Leste em pano de fundo. Tendo como foco central Timor-Leste, as suas gentes e as suas paisagens, para além de outras paragens físicas e da alma, de olhos lavados, é o primeiro livro de poemas do autor e pode ser considerado como a narração lírica de uma viagem real e metafísica em que o autor pretende dar a impressão que o livro respira.

Este percurso definido, apesar de subtil, aspira a fazer o leitor sentir o que não sente. Desde o Douro até Timor-Leste, com passagens intermédias e não muito declaradas, apesar de localizadas, pela Indonésia e pela Tailândia, esta que motiva no autor um poema em pleno voo e inspirado pela reflexão, de olhos lavados termina sob o signo da saudade futura de um tempo presente e a esperança global num futuro diferente do passado.

Edição bilingue, com tradução do poeta timorense Abé Barreto Soares para Tétum, com ilustrações com colagens da artista plástica suíça Piera Zürchter, esta obra prima pela intersecção da imagem com a palavra e encerra em si uma poesia que oscila entre o concreto e o hermético, mas onde o pormenor surge sempre como núcleo do texto poético.

Urbano Tavares Rodrigues comenta esta obra como uma, “viagem iniciática, através do amor, da dádiva e do diálogo com a terra, metafórica visão de um paraíso agreste, da humildade e da escassez, “de olhos lavados” é bem a revelação de um autêntico poeta, de quem muito há a esperar.”

“a partida é sempre anterior
a sinto na alma dividida
esta caminha na cor indefinida do céu
do Douro amor rasante ao Timor de paixão tocante”


In “de olhos lavados”; pág. 15

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

(In)certezas da saudade

Não sei se alguma vez
poderei levar os meus filhos,
e os filhos dos meus filhos,
aos recantos e esquinas
da minha cidade,
dando-lhes a respirar
o horizonte que cheira
e sabe a infinito.

Sem palavras explicaria tudo.
Explicaria porque,
nas madrugadas embevecidas
pelo silêncio da pequenez
respiro o choro
de uma dor crónica.
Um dia, com ou sem o pai
com ou sem o avô,
eles acabarão por conhecer
a minha (e deles) terra.

E nessa altura,
mesmo sem saberem
o sítio exacto onde deixei
o cordão umbilical,
vão respirar o silêncio,
beber o infinito
e dormir embalados
pela certeza de que o pai
tinha razão
quando chorava
de saudade.

Terão, nessa altura,
uma lágrima no canto do olho.
Uma lágrima que ao cair
na terra quente de Angola
fará nascer uma flor.
Uma flor sem nome,
uma daqueles flores
que só alguns vêem,
que só alguns sentem.

domingo, 15 de novembro de 2009

Movimento pelo Cineclube do Porto

O Cineclube do Porto faz parte da memória da cidade. Foi uma casa de encontro de cineastas, de gente da arte e da cultura, mas também de resistência e combate ao regime salazarista.

Foi neste cineclube que tiveram lugar grandes acontecimentos culturais, como a Semana do Novo Cinema Português e as primeiras Conversações Cinematográficas Luso-espanholas. Não se cingindo às sessões regulares, o Cineclube do Porto alargou-se aos domínios da música e do cinema experimental e documental, de que o Auto de Floripes, é o melhor exemplo.

Chegou a ser, nas décadas de 60-70, o maior Cineclube da Península Ibérica, com milhares de associados. O seu prestígio além-fronteiras era tal que foi aceite como representante dos cineclubes portugueses no acto da fundação da Federação Internacional de Cineclubes, que teve lugar no primeiro Festival de Cannes do pós-guerra - isto contra a vontade do Secretariado Nacional da Informação do Regime que pretendia, abusivamente, representá-los.


Neste contexto, um grupo de cidadãos portuenses, com o maior apreço pelo Cineclube do Porto e pelo importantíssimo papel que este desempenhou durante décadas, está preocupado com a situação actual.

Várias vicissitudes fizeram com que esta instituição fosse definhando, pondo em risco o seu valiosíssimo acervo documental, bibliográfico (incluindo revistas especializadas, nacionais e estrangeiras) e filmográfico. Uma pequena parte deste espólio esteve já em exposição no Arquivo Histórico Municipal do Porto, situado na Casa do Infante, a propósito do Centenário de Manoel de Oliveira, entre Dezembro de 2008 e Fevereiro deste ano.

Mas neste momento, as suas instalações degradam-se e a sede já foi objecto de uma acção de despejo e actos de vandalismo. A actividade cineclubista é também praticamente nula, sem exibições regulares ou qualquer abertura ao público. Inscrever-se como sócio é impossível, contactar com a Direcção também, conforme constatamos nas últimas semanas.

Face a esta situação, formou-se um Movimento, aberto e heterogéneo, de antigos dirigentes e sócios, membros de cineclubes universitários e outros apaixonados pelo Cinema. Pretendemos contribuir para renovar e dinamizar o Cineclube do Porto, restaurar o seu prestígio e importância histórica na cidade, que reclama há muito uma alternativa de Cinema.

Todos os antigos cineclubistas, e todos aqueles que gostem de Cinema, serão bem-vindos a esta causa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

«Histórias para lermos juntos»

O livro «Histórias para lermos juntos», de Maria Clara Miguel, vai ser apresentado ao público no próximo sábado, dia 14 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Gondomar (Portugal).

Mais do que um livro para crianças e jovens, «Histórias para lermos juntos» destina-se a ser lido a crianças e jovens, num convite claro à partilha entre gerações.

Entrada livre e, obviamente, aconselhável a todas as idades.

Sempre gostei de lhe chamar Clarinha!
Talvez porque …
Abre um claro e sorridente espaço às qualidades dos seres que giram à sua volta.
Ama a Vida e o seu trabalho, ligando, claramente, as pessoas a esse amor.
Partilha a leitura e a escrita de estórias de forma tão clarividente que a seguimos, como se lhe déssemos a mão, por lugares reais e imaginários.

Capta, no seu dia-a-dia, pedaços de vida, clareando-os, inteligentemente, com humor, doçura e beleza. Cria estórias que são viagens-pontes para uma solidariedade universal.

Juntos, então, abramos página a página…

Doutora Sssapientísssima: As voltas que a sabedoria dá para se tornar mais clara.

Uma Tarde Fenomenal: Prodígios que caem aos nossos pés, como laranjas, ou desabam sobre a nossa cabeça, como granizo.

Uma Gata Especial: Um menino curioso, uma gata diferente, um país de sol e frescas sombras.

A Magia do Natal: Questões de uma menina que começa, atentamente, a compreender mistérios do Natal e da Vida.

A Formiguinha Adosinda: Um menino brilha, tem cabelos cor do sol e compreende a linguagem de uma formiguinha, que busca sabores trazidos pelo Verão.

O vestido: A luz do dia produz novos seres. Podem viver estórias que o tempo não apaga.

Amir Aziz: Ninguém tem o poder sobre todos os oásis e muito menos de tornar a vida dos outros num deserto.

Anões e Gigantes: Seres retirados das trevas por outros, aparentemente, pequenos e frágeis.

O Sonho – Um sonho para uma vida e um mundo que se querem diferentes.

A Festa e Os Intrusos: Personagens surpreendentes que clarificam a Gramática na Festa das Palavras e da Linguagem.

Isaura, Maria Clara Miguel - dois nomes para um rio que, sereno e luminoso, começa a correr…
Dolores Garrido

Maria Clara Miguel é também Isaura Afonseca, professora de Português e Francês na Escola Secundária de Gondomar. Mora no Porto. Sempre gostou de ler, principalmente ficção ou, como agora se usa dizer, estórias - longas ou curtas. Porém, só há pouco tempo descobriu a escrita. Esta escrita.

A Stora, de 43 anos e mãe de dois petizes, cansou-se de só escrever relatórios, actas e recados e decidiu, também ela, "brincar ao faz de conta", ser outra e pôr a Vida no papel. Elegeu os mais pequenos como protagonistas, porque, como dizia Fernando Pessoa, "o melhor do mundo são as crianças"!

E os sonhos... diz, também, ela.

E que pena é não haver biografias feitas de sonhos! Esta seria bem mais longa...

sábado, 7 de novembro de 2009

Galhos partidos pela saudade

Olhei a chuva amarga que batia
tão felina quanto agre e agreste
nas vidraças do meu triste coração.
Fiquei sem saber se era pesadelo
ou apenas a saudade de uma dor
que fez da oração um simples abafo.

Olhei a penumbra que vinha do sul
como se com ela viessem notícias
da minha banda, da outra banda.
Fiquei sem saber se a saudade vive
ou se apenas é miragem africana
num coração que baloiça ao vento.

Olhei a madrugada que sonolenta
dormia aos pés da noite sem luar,
como se fosse um canto nostálgico.
Fiquei sem saber se aquele sabor
a loengos nas esquinas da alma
era mais do que a noite esquecida.

Olhei o dia que não nascia como devia
à procura de uma razão para amanhã,
mesmo que ténue no meu horizonte.
Fiquei sem saber porque não canta
o catuitui que todos os dias poisa
nos galhos partidos da minha alma.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Pedaços de Vida" de Divaldo Martins

A primeira obra literária do escritor angolano Divaldo Martins, intitulada "Pedaço de Vida", foi apresentada hoje em Luanda, com uma tiragem de três mil exemplares.

Em entrevista à Angop, Divaldo Martins explicou que a obra reflecte a dor, o bem-querer e fundamentalmente a vida íntima de algumas pessoas que por si conhecidas.

"Falo sobre a vida de um grupo de pessoas, isto é, a existência de pessoas que, no fundo, se reproduzem nas nossas vidas, pois todos confrontamo-nos com a morte, temos dores, prazeres e amigos. O romance fala de tudo isso, mas centralizando um facto verídico".

De acordo com o escrito, todos os cidadãos são num instante de sua existência um pedaço da vida de outras pessoas."Na verdade, não somos mais do que pequenos fragmentos soltos", disse.

Segundo Humberta Martins, personagem da história, quando começou a ler o livro, crescia a vontade de virar imediatamente e passar à próxima.

Disse ter sido nesse momento que percebeu que o escritor não tinha inventado nada e apenas contava a história da vida.

"Por mais que cada um de nós julgue que está a viver a sua vida própria vida, na verdade vive parte da história do mundo, o que causa a integração de uns com os outros", acrescentou.

"O que nós fazemos, mesmo sem saber, afecta hoje ou amanhã a vida de outras pessoas. Um gesto de carinho, uma palavra de afecto, todas essas atitudes aparentemente individuais fazem parte do entrosamento do mundo e transformam a dinâmica da vida, da nossa e de outras", sustentou.

Divaldo Martins nasceu em Luanda, a 27 de Fevereiro de 1977. É licenciado em Ciências Politicas, pelo Instituto Superior de Ciência Politicas de Segurança Interna, de Portugal.

Mestrando em Estratégia, pelo Instituto Superior de Ciência Social e Politica, frequenta o 4º ano de Direito na Universidade Agostinho Neto.

Estudou Letras, especialidade de Português, até ao 2º ano, no Instituto Superior de Ciência da Educação de Luanda, e foi jornalista da Agência Angola Press (Angop), tendo assinado textos de opinião nalguns dos principais jornais do país.

“As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa”, um livro de Sofia Pinto Coelho

A jornalista Sofia Pinto Coelho, da SIC, lança a 2 de Novembro, no Antigo Tribunal Militar de Santa Clara, em Lisboa, o livro “As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa”, um retrato verídico do mundo dos juízes, advogados, polícias e procuradores de Portugal.

António Pires de Lima e João Miguel Tavares farão a apresentação deste livro com histórias que podem parecer insólitas, estranhas e até surreais, como o caso do roubo do queijo fatiado no valor de 1,29 euros que foi a julgamento e ocupou o sistema judicial durante dois anos.

Pelas páginas desta obra, publicada pela Esfera dos Livros, passam juízes, advogados, procuradores, funcionários judiciais e pessoas comuns que quando a justiça lhes bateu à porta perceberam que, para além de cega, a justiça em Portugal pode tornar-se numa aventura absolutamente extraordinária.

Licenciada em Direito, Sofia Pinto Coelho começou a sua carreira jornalística no “Expresso” e, desde 1992, trabalha na SIC, onde se especializou em temas jurídicos e apresentou o programa “Falar Direito”, que lhe valeu o Prémio Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares, atribuído pela Ordem dos Advogados. Actualmente coordena o programa “Perdidos e Achados”.

Jasmim da liberdade

Abandonada numa tenda
implantada algures no Golfo da Guiné
perdi o encontro, o encanto milenar
O silêncio, o ardor e o meu doce olhar

Desencontro o luar do meu cabelo
no rio, dominado pelo génio dos jasmins
Jaz o silêncio das suas margens
Só, no luar das noites não deixarei de me amar

Adoro o silêncio das manhãs
e a sonoridade das folhas das plantas
Aguardo a deusa Kalunga
que ressurja do fundo das águas
e alerte o génio dos jasmins
para me transformar
perfumar
Todos os dias com e sem amanhãs
jasmim-da-noite, dama-da-noite

Eis que aportam os navios
já antes navegados
Partiram
mas, regressaram da Ocidental civilização
e outra vez me desgraçam

Vivia com as flores, com os jasmins
amarelos, azuis, brilhantes
imperadores, dos rios
dos poetas, estrelas, verdes, vermelhos

Pedi ao deus das florestas
que me navegasse num navio feito de jasmins
Que me fecundasse no seu sémen
num profundo jasminal

E pela manhã quando a lua despertar
do seu sono nocturno
Encontrar-me-á a cantar
E fará de mim uma estátua jasminácea

Serei a semente do novo amor
que a minha Angola perdeu
perdida, afundada nas multinacionais
Regar-me-ei com as lágrimas
do nosso povo infeliz
Sem amor
subjugado, espoliado, acorrentado
Escravizado pelos filhos milionários
do Rei

Serei santificada pelo génio dos jasmins
e dos enamorados na Angola
finalmente libertada
E as aves poisarão sempre no meu pólen
e para sempre serei abençoada
O perfume do meu pistilo imortalizar-se-á
e nos próximos dias
A nossa liberdade será louvada.

Gil Gonçalves

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Maria Alice Gouveia - «O filho não é meu»

A escritora Maria Alice Gouveia vai lançar um novo livro. “O filho não é meu” vai ser apresentado dia 14 de Novembro no Agrupamento de Escolas da Cordinha, Oliveira do Hospital, Portugal.

Com três livros já lançados, a escritora de Aldeia Formosa tem já um novo título para apresentar. Depois de “The Donatos” lançado nos EUA em 2002, “Pais Desumanos” e “Diversas Formas de Amar” apresentados em Portugal em 2007 e 2008, respectivamente, Maria Alice Gouveia traz à estampa “O filho não é meu”.

Numa edição da Editorial Novembro e apoiado pelo Crédito Agrícola e o município de Oliveira do Hospital, o livro retrata a história de uma jovem mãe que, em meados dos anos 70 em Angola, dá à luz uma criança.

Tudo estaria bem, não fosse o facto de a criança ter traços de raça negra e de ter nascido no seio de uma família portuguesa conservadora, onde todos os elementos eram brancos. Por trás do acontecimento está uma invulgar e intrigante história de vida, marcada pela violência.

A cargo de Adelaide Freixinho, a apresentação do livro está agendada para as 14h30 de 14 de Novembro, por ocasião da realização da Feira de São Martinho no Agrupamento de Escolas da Cordinha.

Maria Alice Gouveia nasceu no Lobito, Angola, e residiu no concelho de 1974 até 1982, altura em que já casada, emigra para os Estados Unidos da América até 2003.

Fonte: Notícias Lusófonas

"Depois do Poema", livro de Jorge du Val

O livro de poesia Depois do Po ema, de Jorge du Val, será apresentado, pela primeira vez ao público, no próximo sábado, a partir das 17 horas, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora (Av. Conde Castro Guimarães), na Amadora, Portugal.

Apresentação estará a cargo de Pedro José Barros, jornalista. A editora adverte que o consumo deste livro pode prejudicar seriamente a ignorância e a iliteracia.

Depois do Poema:

Neste livro, entrelaçam-se mãos de criança com as de uma mãe Supernova, choram-se saudades e quases, acendem-se fósforos e lapidam-se cubos de gelo, entornam-se baldes de silêncio, passam-sedécadas em apneia.

Este livro são 20 unhas a escavar o cimento. É a voz de quem, de tão só, só está. É também um oceano de sonho a fermentar, uma batalha a travar. É escárnio, é caos de Joker, sanidade de um louco. São avalanches e a planta indefesa apanhada no meio. São pontas de um icebergue prestes a derreter. São cinzas de cigarro feitas gente. É emoção branca, virgem e um abraço. É A palavra de quatro letras começada por A.

O autor:

Jorge Manuel Nascimento do Val Antunes nasceu a 18 de Outubro de 1968 e consta que em todos os dias do seu aniversário a chuva cai por mais improvável que isso seja.

Questionado sobre o que faz na vida, responde que corta cabelos para sobreviver e escreve para viver. Iniciou-se aos 13 anos na actividade que ainda hoje exerce, a de barbeiro. Amante da verdade, acima de tudo, e possuidor de uma inspiração de origem duvidosamente humana, começou também cedo a escrever.

Não é Doutor nem Engenheiro, tão-somente um Mestre nas palavras, que são uma constante da sua vida. Amante de Pessoa, partilha com o Poeta a permanente angústia de quem não é deste mundo de coisas.

Foi convidado a publicar numa antologia de poesia lusitana em 1999 – Poesis - e obteve o 1º lugar no III Prémio Literário de Poesia Brito Broca 2003, no Brasil. Além da poesia, a música é também uma constante. Compositor de letras, muitas já editadas, já teve uma editora – Cromos da Música – e participou em festivais infantis.

Partilha de uma sede de viver em contradição com o seu prognóstico de vida curta. A caneta é uma constante em todo o lado onde sinta súbitos laivos de iluminação. Depois do Poema é o seu primeiro livro. O nome foi idealizado pelo autor, antes de existir como livro. A capa é da sua autoria. A estrutura fluida da sua poesia foi pensada por um admirador.

domingo, 25 de outubro de 2009

Gigante num sonho por sonhar

Venho chorar-te amor distante,
perdido nas nuvens da noite preta
entre uma longa vida sem sonho.
Peço-te que me ames um instante
mesmo que seja apenas uma greta
de um amor que em ti ainda suponho.

Não. Não chores quando estás a sonhar
pensando talvez num herói galante.
Não, não chores por mim flor adormecida
no amor que disse que te ia um dia dar.
Sei que sou apenas um poeta falante
gigante anão de uma história perdida.

Em teu rosto lindo e apenas lindo
descansa a dor de cada um desses dias,
na sombra da noite que nunca partiu.
Os teus olhos adormecem rindo
dos versos a que chamei poesias,
dos beijos que só o nosso sonho viu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Viva o Liceu e viva a malta!

"Operação Dominó" de Luís Miguel Ricardo

O Alentejo e o Maine, nos EUA, mais ligados do que nunca... Qual o motivo? E por que razão uma turma das Novas Oportunidades do interior alentejano está na base de uma complicada trama de relações mais ou menos sinuosas?... Venha descobri-lo em Operação Dominó.

O novo romance de Luís Miguel Ricardo vai ser lançado, oficialmente, no próximo sábado, dia 24 de Outubro, às 17 horas, na Biblioteca Municipal de Beja.

Operação Dominó, assim se chama o livro, será apresentado por Jorge Serafim, humorista e contador de histórias.

Antes disso, na 6ª feira, na Biblioteca Municipal de Ferreira do Alentejo, a partir das 21 horas, será feita uma pré-apresentação do livro.

Entrada livre e altamente aconselhável.

Luís Miguel Ricardo nasceu a 25 de Junho de 1973, em Ferreira do Alentejo.Licenciado em Filosofia da Cultura e Formação Educacional pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Pós-Graduado em Ciências Criminais pela Universidade Moderna.

Entre 1997 e 2000, foi Director das publicações “Fazedores de Letras” e “Éthos, Revista de Letras”. Actualmente, é colaborador assíduo no Jornal de Ferreira.

Da sua carreira no campo das letras criativas destacam-se dois segundos lugares em concursos literários nacionais e a publicação de um livro na modalidade de romance: Prémio Literário Lindley Cintra, promovido pela Faculdade de Letras de Lisboa, em 1996, com o conto “Enigma Final”; Prémio Nacional Literário Fialho de Almeida, em 2005, promovido pela Câmara Municipal de Cuba, com o título “Fado Sambado”; O livro “Ritos do Desespero” publicado em 2006, pela editora Campodosmedia.

O romance...

A pacatez de uma aldeia do interior alentejano é subitamente abalada por um crime de contornos vingativos. Com uma vítima mortal e um suspeito em fuga, a equipa da O.S.I.C. (Organização Secreta de Investigação Criminal) entra em campo. O que, à partida, parecia um delito de fácil resolução revela-se, com o avançar das pesquisas, numa complexa e perigosa teia de coincidências e equívocos premeditados. O desenrolar da trama alterna entre dois cenários principais: um Alentejo profundamente rural e a região de New England, nos Estados Unidos da América.

Um romance policial de rosto humano a não perder!

A opinião de Jorge Serafim...

Em “Operação Dominó”, mais do que o deslindar de um crime, Luis Miguel Ricardo deslinda pessoas. Débeis seres humanos feitos e refeitos na rudeza dos dias, aonde a mais banal das ocorrências se traduz nas únicas conversas possíveis.

Aonde a dor e a alegria de uns se materializa eternamente na voz de outros. Enquanto leitores, estamos situados num interior do país que o autor propositadamente, desprovido de quaisquer artifícios de linguagem, põe a cru… O do interior das pessoas que vivem fragilizadas de existirem apenas na geografia que os viu nascer, crescer e morrer.

domingo, 18 de outubro de 2009

Cinquenta anos de (excelente)
Jornalismo feito em Português

Portugueses, e não só, do Canadá prestam homenagem ao Jornalista Fernando Cruz Gomes que tem a sua arte gravada em todos os cantos onde se fala e escreve português. Bom português, acrescente-se.

No próximo dia 7 de Novembro, a comunidade portuguesa (e não só) no Canadá vai homenagear Fernando Cruz Gomes pelos seus 50 anos de Jornalismo. De Portugal a Angola, passando pelos restantos cantos e esquinas do mundo, Fernando Cruz Gomes deixou a sua arte gravada a letras de ouro.

Também aqui no Notícias Lusófonas tem desde há muito o seu espaço. Ninguém conseguirá escrever a História da Lusofonia sem falar de Fernando Cruz Gomes. "É um Mestre", dizem todos os que com ele trabalharam ou trabalham. Para nós aqui no NL não é um Mestre, é o Mestre.

A qualidade da escrita de Fernando Cruz Gomes pode, a título de exemplo, ser aquilatada pelo mais recente artigo que publicou no Jornal Sol Português, do Canadá, intitulado “Ganharam todos... e ainda bem! “, e que a seguir se reproduz:

«Ganharam todos. E ainda bem! Ganharam todos... quer nas eleições autárquicas, quer nas eleições legislativas! E como ganharam todos... é certo e sabido que quem ganhou... foi Portugal. Foi o Povo, em suma.

Como hão-de ver os conspícuos leitores deste pedaço de prosa... vamos ter, em breve, passados ao papel e na prática, os resultados evidentes destas vitórias tão cantadas por toda a parte.

A nossa gente mais jovem vai, em breve, ter uma Escola que ensine. Não uma escola de "passa culpas" e de atribuição de "canudos". Uma Escola que abra as portas para o mundo do trabalho. Trabalho que dói... mas dignifica. Uma Escola onde o professor ensine e onde os meninos aprendam. Para aqueles não mais o medo de serem confrontados por estes com canivetes e fisgas, quando não com pistolas.

Isso era antigamente...

Desemprego foi chão que deu uvas. Vamos ter é um quadro geral de postos de trabalho que nos dá para escolher. Um quadro geral onde a escolha vai ser facilitada, já que, preparados nas Escolas, podemos encontrar a satisfação das nossa tendências profissionais. Postos de trabalho que facilitem a tarefa dos pais de família em pôr na mesa a comida para todos.

Vamos ter, em breve, uma aula prática de como ser mais cívico. Vamos começar a ver, espalhadas por todas as cidades do nosso País, aquelas caixas onde as empresas distribuidoras põem os Jornais, na certeza antecipada de que ninguém as vandaliza, ninguém tira dois jornais quando por lá põe a moeda para um. É mais uma prova de maturidade que vamos ficar a dever aos bons resultados que os Partidos tiveram nas mais recentes eleições.

Todos ganharam, não é?! – Ganhámos todos, então...!

Até vamos poder escrever, livremente, aquilo que queremos... sem termos à perna aquele mauzão do senhor que põe processos criminais em todos os que lhe não vão comer à mão. Vamos todos, finalmente, ter paz. Os polícias e os guardas vão poder, finalmente, mostrar os seus dotes cívicos – "servir e proteger", como dizem... – porque a criminalidade também vai descer para níveis satisfatórios. Vamos todos, afinal, gozar as delícias das nossas belas praias... sem a toda a hora estarmos a espetar coisas estranhas nos pés, já que, a partir de agora – como nós acreditamos – o civismo vai ser palavra de ordem.

Sonhos? – Não... não é sonho. É que todos os Partidos, com contas e mais contas, acabam de dizer que ganharam. Que a vitória foi deles. Que... Ora, sendo assim, e como o povo é quem mais ordena, o Povo, decerto, lhes deu estas indicações e estes mandatos. De resto... alguns até estão bem escarrapachados nos programas eleitorais.

Vivó! O Povo... soube escolher. E deu a vitória a todos... »

terça-feira, 13 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Silvino Évora lança “Rimas no Deserto”

‘Rimas no Deserto’ é o título da primeira obra poética de Silvino Lopes Évora que, depois de mais de uma década a escrever para círculos mais restritos, decide agora dar a conhecer ao grande público a sua poesia.

O livro será apresentado no próximo Sábado, dia 3 de Outubro, pelas 16 horas, na Livraria Les Enfantas Terribles, em Lisboa (Av. Frei Miguel Contreiras, n.º 52, Alvalade - junto à Av. de Roma). A apresentação está a cargo da jornalista portuguesa Otília Leitão.

Por outro lado, estará presente a moçambicana Elsa Noronha, especialista em cântico poético, que vai dizer alguns poemas do autor constantes na obra a ser apresentada. Para animar a plateia, vão fazer-se ouvir as vozes de Edson Alves e Ilda Fortes, que vão folhear o livro de conhecidas músicas nacionais, celebrizadas por grandes vozes que, ao longo dos tempos, deram melodia às letras cabo-verdianas.

Silvino Lopes Évora é natural de Chão Bom, Concelho do Tarrafal de Santiago. Depois de dois anos de experiência a dar aulas na Escola Secundária do Tarrafal, viajou para Coimbra para cursar Jornalismo, depois do qual especializou-se em Jornalismo Judiciário. Prepara, neste momento, a sua tese de doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, onde, em 2006, concluiu o Mestrado na mesma área com a classificação máxima. A apresentação de ‘Rimas no Deserto’ em Cabo Verde acontece oportunamente.

Sinopse do Livro

Rimas no Deserto é uma obra híbrida que procura, através da poesia, captar a atmosfera social do mundo moderno, olhando para várias problemáticas, equacionando determinadas questões, interrogando a vida e a forma como, muitas vezes, certas pessoas têm que remar contra ventos e marés para poderem pôr de pé um projecto de vida.

Olha para Cabo Verde, questiona o impacto da falta de pluviosidade na vida das populações e a condição arquipelágica do país, que coloca as pessoas de frente com o mar, que é fonte de dor e de esperança: dor da saudade daqueles que partem e esperança de que possa ser o caminho para uma comunicação fluente com outros mundos.

A obra não olha só para o arquipélago, mas para a África, de uma forma geral, captando a forma anímica como as pessoas lutam para vencer, contrariando a força do vento. Daí rimarem no deserto, que é como quem diz, remarem contra as dificuldades.

Rimas no Deserto é uma obra abrangente. Da África, salta para a Europa, fala da magia da Cidade de Coimbra, canta a força das águas do Rio Mondego, o amor e aborda questões existenciais da vida, do lugar que a palavra ocupa para criar os sentidos à volta do ser humano, dos seus sentimentos, do seu mundo e da sua existência. Rimas no Deserto fala do mar, da partida, da saudade, do amor, do silêncio, da noite, do fogo do vulcão, da luz e das trevas, das superstições que povoam o imaginário das pessoas, da sensibilidade da mulher e até de heróis da guerra.

Excerto do Prefácio escrito por Albino Luciano Silva:

“Rimas no Deserto é um convite a uma viagem descalça à praia das nossas inquietações onde o passado, o presente e o futuro se confluem entre olhares de quem ganhou amores que se partiram, encontrou a beleza nas pequenas insignificâncias e a esperança em cada grão de areia que antes era parte consistente de uma rocha maior e que hoje, humildemente, acaricia os pés do viajante, ajudando-o a rimar pelas dunas deserto afora.

A sensibilidade com que o autor vestiu a obra permite-nos ver os grãozinhos de areia (as letras) como o conjunto de sementes (as palavras) que formam o nosso corpo (a frase) que, sozinhos, têm um significado desprezível, mas, cujo conjunto (o estrofe), descreve o poema de um ser atómico, de tez romântico e poético que habita dentro de cada um de nós. Um ser que rima, (des)construindo o seu próprio deserto, ou seja, a sua própria aventura”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Victor Burity da Silva em Luanda e Maputo

Duas obras literárias em prosa, intituladas "Rua dos anjos" e "Este lago não existe", do autor Victor Burity da Silva, serão apresentados amanhã em Luanda.

As obras, a serem publicadas pela Plural Editores, empresa do grupo Porto Editora, devem ser apresentadas pelo também escritor Artur Pestana “Pepetela”.

Os livros que já estão disponíveis em Portugal através da Porto Editora, estarão também em Moçambique através da Plural Editores Moçambique.

Parte do “Rua dos anjos”, com 80 páginas, “está publicada em manuais escolares angolanos (12ª classe) e é estudada no ensino superior cabo-verdiano.

Segundo Pepetela, o livro “Este lago não existe” é “um longo poema de amor”, que “mescla luz e trevas, real e imaginário”, sendo propício para “ler devagar”.

As obras inauguram a "Colecção Literatura Plural", da editora Plural Editores.

Victor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, a 28 de Dezembro de 1961, tendo estudado jornalismo em Lisboa, Portugal.

Arquitecto Souto Moura visita obra
do Coliseu de Viana do Castelo

O prestigiado arquitecto Souto Moura esteve em Viana do Castelo onde, com o Presidente Defensor Moura, efectuou uma visita de acompanhamento da obra do Coliseu, que deverá abrir no final do primeiro semestre de 2010. Durante a visita, o arquitecto acompanhou de perto o andamento da obra, que se encontra actualmente na difícil e complexa construção da laje de fundo do edifício.

A empreitada de construção, que já implicou o processo de perfuração e injecção de betão a jacto, para defender a estrutura da invasão de água junto à linha do rio Lima com a implantação de 800 colunas em betão com oitenta centímetros, parcialmente sobrepostas, passa agora pela complexidade de construção da laje de fundo, que serve de base ao edifício, que será caracterizado pela transparência do vidro.

O equipamento, desenhado por Souto Moura, terá uma área de implantação de 3.792 metros quadrados com 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros de altura. Situado junto ao rio Lima, o Coliseu estará preparado para acolher eventos de grande dimensão como festivais de música, concertos, cinema, congressos, exposições e feiras.

A capacidade do equipamento multiusos é de cerca de duas mil pessoas, podendo o número aumentar para o dobro nos casos de concertos musicais em que se assiste em pé. Para congressos e espectáculos, terá um palco com 15 por cinco metros, com capacidade de extensão até 15 por 15 metros, de acordo com as necessidades específicas de cada evento.

O Coliseu vai nascer ao lado da nova Biblioteca Municipal, projectada por Álvaro Siza Vieira, e da Praça da Liberdade, com edifícios administrativos da autoria de Fernando Távora.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Luandino Vieira apresenta livro em Portugal

A Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes (Portimão) recebe no dia 30 de Setembro o escritor angolano José Luandino Vieira, para a apresentação da sua obra «O Livro dos Guerrilheiros», que acaba de ser editada em Portugal.

A sessão está marcada para as 18h30 e nela o autor, que participou no movimento que originou a República Popular de Angola, falará sobre o sentido e as motivações que radicam no fenómeno da guerrilha e dos guerrilheiros no seu país, não formulando respostas, antes recolocando questões que legitimam o mergulho na memória que é feito no livro agora lançado.

No mesmo dia, o autor visita ainda a Biblioteca Municipal de Loulé às 21h30, também com o propósito de apresentar «O Livro dos Guerrilheiros».

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

... e existem pelo pelo menos 100 razões!

No âmbito da comemoração do 1º aniversário da realização das segundas Eleições Legislativas em Angola, Vasco Cristóvão lançará um livro cujo conteúdo aborda irregularidades e violações as Leis, vividas nas Eleições Legislativas de 2008 em Angola, contribuindo assim para que qualquer nova eleição não se realize com o mesmo ambiente vivido nas referidas eleições. A cerimonia de lançamento do livro realizar-se-á na sala do Cinema São Domingos, anexa a Paróquia Nossa Senhora de Fátima no Bairro Nelito Soares, em Luanda no próximo Sábado, dia 26 de Setembro de 2009 pelas 11 horas.

domingo, 20 de setembro de 2009

Só 28 estátuas ganharam nova casa

«A centena de estátuas Homem T que estiveram durante Julho e Agosto na Avenida dos Aliados, no Porto, foram ontem, sábado, a leilão. Durante mais de uma hora, foram arrematados 28 bonecos, num total de licitações que ultrapassou os 17 mil euros.»

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Núcleo Museológico em Castelo de Neiva

A Câmara de Viana do Castelo (Portugal) abre domingo, pelas 11h00, mais um Núcleo da Rede de Núcleos Museológicos do Museu do Traje. Trata-se de um espaço dedicado ao Sargaço, actividade tradicional de Castelo de Neiva, em cuja antiga escola primária vai ser instalado o novo núcleo.

A abertura do espaço museológico é fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal e os grupos folclóricos de Castelo de Neiva e integra ainda a inauguração do novo centro cívico da freguesia.

Este núcleo museológico integra uma exposição onde constam objectos ligados à apanha do sargaço como um palheiro de sargaço, uma jangada e utensílios diversos utilizados mas também uma mostra com imagens da apanha do sargaço em Castelo de Neiva, o visionamento de um filme sobre o sargaço, suas tradições e história e ainda a mostra dos vários tipos de sargaço e a nova colecção de sabonetes feitos com base nas algas colhidas na freguesia, e que será apresentada nesta cerimónia.

Do programa de inauguração consta uma visita à praia da Pedra Alta durante a baixa-mar a partir das 10h00 e uma apresentação, pelas 12h00, que será feita pelo Professor Doutor Leonel Pereira, do Departamento das Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, coordenador nacional do portal português de macro-algas e um dos responsável da Algoteca da Universidade de Coimbra.

O novo Núcleo Museológico do Sargaço de Castelo de Neiva integra a Rede de Núcleos Museológicos do Museu do Traje, que integra ainda os núcleos dos Moinhos de Água da Montaria, o Museu do Pão de Outeiro (cujas visitas podem integrar a cozedura de pão), o Museu Agro-Marítimo de Carreço e os moinhos de vento de Carreço (onde, em visitas organizadas, podem ser feitos piqueniques junto ao moinho com aperitivos como a famosa salada de “lamparões).

Para além do novo Núcleo Museológico do Sargaço de Castelo de Neiva, a Câmara Municipal de Viana do Castelo está também a preparar a inauguração do Núcleo Museológico da Casa das Artes / Centro Histórico de Darque e, na forja, está também um núcleo museológico dedicado ao linho, a instalar na freguesia de Perre.

Esta Rede de Núcleos Museológicos é dinamizada pelo Museu do Traje de Viana do Castelo, situado na Praça da República em modernas instalações que surgem da remodelação do edifício Estado Novo do antigo Banco de Portugal, e que organiza visitas ao espaços que, aliás, tem registado uma grande número de visitas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Honoris Causa para Malangatana

O pintor moçambicano Malangatana disse hoje que no próximo ano irá receber o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora, distinção que o deixa "muito contente".

"Ainda não tem data marcada mas é muito possível que seja em Fevereiro", informou hoje o pintor à agência Lusa na Guarda, à margem da inauguração de uma exposição na galeria de arte do teatro municipal local.

Malangatana Valente Ngwenya, que já possui um título idêntico atribuído pela Universidade Politécnica de Maputo, afirmou que recebeu a notícia "com grande satisfação" e que ficou "muito contente".

"Já me foi dada carta aberta para ter um padrinho, vou-me preparar para ver o que posso apresentar para esse prémio que vou receber e estou a preparar uma exposição" para Évora, adiantou.

Malangatana nasceu em Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e expõe pela primeira vez na cidade da Guarda.

A mostra intitula-se "Encontro com Malangatana" e ficará patente na galeria de arte do Teatro Municipal da Guarda (TMG) até 01 de Novembro.

É composta por três secções, uma com 21 desenhos (que pintou para ilustrar o livro "24 poemas e outros inéditos"), outra com 18 desenhos a tinta-da-china (elaborados entre os anos de 1970 e 2008) e a terceira composta por 18 pinturas (desde 1971 até aos dias de hoje).

O pintor disse à Lusa que está "feliz" por expor na galeria de arte do TMG, numa cidade do Interior do país.

"Sinto-me feliz porque estive em muitas partes do mundo e nesta parte do Interior o desenvolvimento não é como em Lisboa, Porto ou Coimbra, mas existe um teatro muito multifacetado, que permite que as pessoas que não se podem deslocar a Lisboa ou ao Porto possam ter aqui uma gastronomia cultural sem grande dificuldade", considera.

O pintor explicou que nas obras expostas aborda temas diversos como "situações do dia-a-dia, o erotismo, o sensualismo da vida, a mentalidade do homem, sonhos passados e presentes e um pouco as turbulências" da sua vida.

"Nalguns casos até aponto uma certa raiva em relação aos acontecimentos a que temos assistido em pleno século XXI, como as guerras", explicou.

Américo Rodrigues, director artístico do TMG, referiu o facto de a mostra incluir "desenhos e pinturas que são expostas pela primeira vez", que fazem parte da colecção privada do artista.

"Para nós é uma grande honra recebê-lo aqui", disse o responsável TMG, dirigindo-se a Malangatana e referindo que o nome do pintor estava na agenda do teatro "desde o primeiro minuto, pelo brilhantismo do seu trabalho, da sua carreira, pela afirmação que tem a nível internacional e, também, por África".

Na inauguração da exposição "Encontro com Malangatana", comissariada por Filomena André, também marcaram presença o director regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, e o vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, Virgílio Bento.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fernando Pessoa na Escola Filipa de Vilhena

O Grupo de Teatro da Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto (Portugal), tem habituado quer os alunos quer o público em geral à apresentação do seu trabalho no final do ano lectivo.

Este ano, devido a uma produção mais demorada, a apresentação foi adiada para o início do ano lectivo. Trata-se de uma curta-metragem que será mostrada pela primeira vez no dia 14 de Setembro, pelas 21h30, no Anfiteatro.

As comemorações dos 120 anos do nascimento do poeta Fernando Pessoa inspiraram a realização deste filme que, segundo os elementos do grupo, é apenas mais um olhar sobre o processo de escrita e sobre o jogo dos heterónimos mais conhecidos do grande público, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Para que haja distinção do trabalho realizado no âmbito da Oficina de Expressão Dramática, o grupo de teatro da Escola Secundária Filipa de Vilhena, passa a chamar-se "Máquina de Nuvens".

... No Teatro Nacional Chá de Caxinde

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

“O Escurial”, pelo Teatro Art’ Imagem

Estreia no próximo dia 19 (sábado), às 21:30, no auditório da Quinta da Caverneira (Águas Santas, Maia, Portugal), a 92ª criação do Teatro Art’ Imagem, intitulada “O Escurial”. As sessões serão às 21:30 de terça a sábado e às 16:00 de domingo.

Ficha artística:

Texto de Michel de Ghelderode
Encenação e interpretação: Flávio Hamilton e Valdemar Santos
Desenho de luz: Leuman Ordep
Concepção plástica: Teresa Alpendurada

Sinopse:

Um rei, vagueia solitário na sua própria loucura e diverte-se com ela. Num espaço muito próximo, a rainha agoniza no leito de morte, envenenada, assassinada no seu próprio palácio. Um monge prepara-se para as honras fúnebres, observando de perto a clepsidra do expirar de mais uma alma. Nos bastidores deste terror, um bobo, tratador de cães, obriga-se por dever, divertir o rei, nos jogos que este mesmo cria, para conforto do seu sadismo e crueldade. Tudo se passa nos últimos momentos de vida da rainha…

Sobre o texto:

Em “O Escurial”, Michel de Ghelderode expõe o homem no seu limite mais básico; um Rei refém da sua loucura e um Bobo escravizado à sua condição de plebeu. Mas o Autor vai mais além e inverte os papéis. Se por um capricho da vontade (do Rei), o bufão ascende à cadeira do poder, confundir-se-á ele com a figura do opressor?

Sobre o Autor:

Michel de Ghelderode é o pseudónimo do belga Adhemar Martens, escritor nascido em Bruxelas, a 3 de Abril de 1898, numa família de origem flamenga. Aos dezasseis anos é atacado pelo tifo, tragédia que o faz experimentar a proximidade da morte, o que o leva a interromper os estudos. Descobre então o teatro Isabelino, o repertório clássico espanhol, Strindberg, Goethe e as marionetas.

O seu teatro irá explorar sempre a condição humana em todo o seu horror e crueldade. Ao contrário de uma vida feita de quietude e fragilidade, a sua obra é vital, polémica e explosiva. Entre os seus sucessos, contam-se obras como Os cegos, O estranho e o cavaleiro, Escola de bufões, O escurial, Barbarás, Christophe Colomb. Em 1950, Gallimard inicia a publicação do seu teatro completo. Morre a 1 de Abril de 1962 em Bruxelas.

Os temas obcecantes da morte, da dor, da irrisão e da loucura, exprimem-se sem recurso à metafísica, num estilo próximo dos mistérios, numa linguagem que se entrega, na sua extravagância, como veículo do espírito atormentado e do corpo torturado. Esforçando-se por voltar às origens do teatro vivo e popular, rejeita a psicologia, substituindo-a pelos elementos visuais e gestuais, atribuindo aos objectos e ao cenário um valor de símbolos.

“Para mim, o teatro é um jogo do instinto. O autor dramático, não deve viver senão de visão e de adivinhação. A inteligência é secundária”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alberto Carneiro na Fernando Santos

A Galeria Fernando Santos inaugura, no Porto, Portugal, no próximo dia 19 de Setembro a exposição de desenho e escultura de Alberto Carneiro, "A Oriente na Floresta de Ise-Shima".

Escultor com um vasto currículo, e considerado por muitos o escultor maior da Arte Portuguesa Moderna e Contemporânea, Alberto Carneiro apresentará como peça central da exposição, a Obra "A Oriente na Floresta de IseShima", 1996/97, apresentada no CAM ­- Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa em1997, sobre a qual o próprio artista escreve:

"Não se realizará a obra de arte como um indispensável bem social entre correspondências culturais da identidade dos povos, das etnias, das civilizações e, simultaneamente, na sincrética possibilidade de ela poderresponder a todos os autismos estéticos na mais retirada das manifestaçõespessoais de fruição? A obra de arte não tem tempo, movimenta-se no espaço da nossa consciência histórica. O tempo dela pertence a cada momento de fruição. E é no espaço simbólico que ela se autentica como referência para anossa vivência estética.".

Um conjunto de desenhos recentes e inéditos.

- Esculturas recentes e recentemente apresentadas na exposição, "As Árvores como os rios correm para o Mar", que teve lugar no passado mês de Março na galeria Municipal da Câmara de Matosinhos.

Tal como Paulo Pires do Vale escreve no catálogo dessa exposição "As Árvorescomo os rios correm para o Mar" "(...) É essa energia ligada à terra-mãe fecundada pela água-da-vida que se manifesta na obra de Alberto Carneiro: as árvores como os rios fluem para o mesmo mar. Os símbolos polissémicos que o escultor retoma, como aqueles presentes no título desta exposição, com as suas diferenças e matizes insubstituíveis, remetem todos para a origem, para o tempo dos começos. Alberto Carneiro procurou, desenvolveu e recriou uma linguagem ancestral e perene, linguagem pré-judaico-cristã que se sabe pós-cristã. (...) A árvore é, para ele, verdadeira "mandala vertical" - que o artista identificará em 1978 com o seu próprio corpo: Ele mesmo mandala emsi.

A obra de Carneiro desenvolve-se, como dizíamos, em redor de uma erótica da terra.

Alberto Carneiro propõe nas suas obras uma arqueologia da carne: não éa "espiritualização" do corpo que está aqui em causa, mas a compreensão da reversibilidade essencial da carne que se compreende como relação. É ao ser-incarnado em abertura ao mundo que nos dirige. O corpo é coisa e mediação das coisas. Linguagem que transporta sempre um fio de silêncio, eessa reversibilidade é-nos essencial: "O invisível, o espírito, não é outrapositividade, mas o avesso, o outro lado do visível".

É o tocante que sesente enquanto tocado quando toca. Sentir é sentir-se, e as obras deste artista demonstram o carácter reflexivo do encontro com o mundo e os outros. Há, assim, a recusa do puro objecto, para se perceber a relação íntima dele com o sujeito: no fundo, aqui, sujeito (Eu) e objecto (Natureza) são um. É anatureza em nós, e nós na natureza.

Relação: entre o escultor e a matéria; entre os vários elementos que constituem a obra; e entre a obra e o experimentador, que através dela refigura o seu mundo. O artista não representa nem árvores, nem rios, nem corpos. Facilita a possibilidade de o espectador encontrá-los em si mesmo.(...)

O trabalho continuado e persistente de Alberto Carneiro é eco de um estremecimento longínquo, um tremor que da terra nos toma o corpo. Ele não esconde a perplexidade, deixa-nos no aberto, na clareira de um bosque, dentro do que nos é infinitamente próximo e que estranhamos. Não nos oferece o conforto de uma lógica, de uma moldura, de uma distância de segurança: em espiral faz-nos percorrer o espaço da nossa própria memória e corpo, em direcção a essa profunda identidade com a terra, a montanha, o rio e o bosque. A sua árvore soube criar raízes profundas no betão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Exposição do Ouro de Viana do Castelo
viaja até São Salvador da Bahia (Brasil)

A exposição do ouro de Viana do Castelo (Portugal), que esteve patente no Museu do Traje de Viana do Castelo e seguiu depois para o Museu Nacional de Arqueologia durante o período de assinatura do Tratado de Lisboa (Dezembro de 2007) e para a Corunha, vai viajar até à capital da Bahia, no âmbito das Comemorações do 40.º aniversário da fundação do Museu e dos 500 anos do naufrágio de Diogo Álvares – o Caramuru.

A viagem da exposição do ouro de Viana do Castelo, que estará patente entre Novembro de 2009 e Fevereiro de 2010 e será inaugurada a 05 de Novembro (data da fundação do Museu), nasceu de um convite feito pela directora do Museu com sede em S. Salvador da Bahia e foi secundado pelo Cônsul de Portugal na Bahia, por considerar que a exposição e a inauguração do monumento ao herói Caramuru seria uma excelente oportunidade de divulgar a cultura viananse e fortalecer as relações históricas e diplomáticas com S. Salvador da Bahia, com quem Viana do Castelo está geminada.

A exposição de ouro tradicional que será exposta na Bahia aborda o passado e o presente do ouro tradicional de Viana do Castelo, integrando peças como as arrecadas, os brincos à rainha e os fios de ouro, característicos dos trajes utilizados pelas mulheres de Viana do Castelo.

A mostra, que integra os trajes de Perre e Areosa devidamente apetrechados com ouro e a imagem de Nossa Senhora das Dores da Meadela, inclui ainda a exibição de um filme produzido pela Ao Norte - Associação de Produção e Animação Audiovisual que, para além das peças do ouro de Viana do Castelo, apresenta imagens das oficinas dos artífices de ourivesaria em Sobradelo de Goma e do Museu do Ouro de Travassos (Póvoa de Lanhoso).

Teatro cómico na Maia em Outubro

Vai decorrer de 2 a 10 de Outubro a 15ª Edição do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia, uma iniciativa da Câmara Municipal Maia (Portugal) em colaboração com o Teatro Art'Imagem, responsável pela produção e direcção artística.

Este festival, único no género em Portugal, tem vindo a apresentar o teatro cómico em todas as suas vertentes, da grande comédia - clássica ou contemporânea, ao teatro de rua, do musical à mimica, do "stand-up-comedy" ao novo circo, das marionetas ao café-teatro, da nova "comedy" à "musicomédia", trazendo à cidade da Maia prestigiadas companhias nacionais e estrangeiras que apresentam os seus espectáculos para um numeroso público, que na última edição ultrapassou os 12 mil espectadores

Para a edição deste ano, cuja a programação completa será dada a conhecer a partir de 15 de Setembro, a maior parte dos artistas e companhias convidadas apresentam-se pela primeira vez na Maia e, as estrangeiras, em Portugal, abarcando os seus espectáculos mulcifacetadas visões e formas como o humor é hoje representado no teatro e artes performativas.

Podemos desde já adiantar, que para além de prestigiadas companhias nacionais estarão presentes colectivos artísticos de várias regiões de Espanha, Argentina, Brasil, Guiné-Bissau e Inglaterra.

Leo Bassi, o irreverente "clown" italo-americano radicado em Espanha volta ao Festival com a sua nova criação "Utopia" e a companhia de teatro cómico mais internacional espanhola Yllana apresenta-se também com os seu novo espectáculo "Zoo", dois espectáculos a não perder, dado que o público do Festival conhece bem estes dois nomes do teatro cómico mundial.

Os muitos espectadores do FITCM poderão, assim, assistir a uma miscelânea de géneros e disciplinas teatrais que constituirão um verdadeiro panorama do teatro cómico contemporâneo, onde a inteligência e o divertimento se entrelaçam harmoniosamente num humor libertador.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Uma questão de carácter"

O empresário Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto (Portugal), lança quinta-feira o livro "Uma questão de carácter", onde lamenta que a cidade esteja "mais fechada e mais agreste" do que é sua tradição.

Na introdução, Rui Moreira explica que o livro surgiu na sequência da sua participação, em Março de 2009, no ciclo de conferências "Olhares Cruzados", promovido pelo Público e pela Universidade Católica, sobre "O Porto e o Mundo".

Terminado o ciclo, o empresário sentiu que muito tinha ficado por dizer sobre a sua visão para o Porto no contexto nacional e internacional, pelo que decidiu avançar para um livro num momento em que, como refere na introdução, o Porto de antigamente, liberal, amante do trabalho, orgulhoso, está a ficar, "enquanto sociedade, menos liberal e permeável, mais fechado e agreste".

"Até as suas elites parecem desmobilizadas, descrentes e, por vezes, rancorosas", lamenta, citando Agustina Bessa-Luís para dizer que a cidade "perdeu a sua graça".

"É dessa falta de graça que se queixam alguns dos que sempre gostaram do Porto e que hoje, quando por cá passam, se espantam ou até se horrorizam com o que ouvem", acrescenta.

Rui Moreira considera que o Porto de hoje "corre um risco inédito, porque o fim da sua burguesia liberal, o envelhecimento das suas elites tradicionais, parece estar a ocorrer em simultâneo com o aparecimento, aqui e ali, de um proselitismo que não é de bom augúrio nem poderá trazer nada de bom".

Rui Moreira refere-se nomeadamente a "uma nova forma de arrogância, por vezes 'rebocada' pelos êxitos do Futebol Clube do Porto, que parece estar na moda e que nada tem a ver com a velha rudeza que caracterizava a sociedade portuense".

Estes novos tempos e ventos merecem outros lamentos do empresário ao longo do livro: "vão longe os tempos em que a comunicação social do Porto e, em particular, a sua imprensa escrita tinha uma enorme importância. Através da notícia e da opinião, projectava-se a imagem do Porto, da sua cultura e da sua sociedade, muito para além das suas fronteiras".

"Naturalmente, propiciava-se assim a existência de uma forte opinião pública e criavam-se condições para a afirmação e permanente renovação das elites da cidade", recorda.

Hoje, lamenta Rui Moreira, "infelizmente não é assim. Com as televisões e as rádios concentradas na capital, a nossa cidade só é notícia graças às vitórias desportivas do FC Porto e por via das desgraças ou tragédias que acontecem".

"Uma questão de carácter" tem prefácio de Adriano Moreira, que lamenta a "crise da confiança" dos povos ocidentais nos seus Estados, porque "nenhum deles conseguiu salvaguardar as estruturas tradicionais abaladas pelo globalismo sem governança que lhes desactualizou os conceitos estratégicos".

Adriano Moreira considera que, face ao que classificou de "desastre financeiro mundial", o caminho de diminuição do papel do Estado "a favor das privatizações que cresceram do ensino e da economia até à crescente privatização da guerra", sintetizado na máxima "menos Estado e melhor Estado", conduziu as estruturas "à falta de Estado suficiente e sem lideranças".

Fonte: Lusa/Expresso

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Exposição «Arte Solidária» na Galeria AMI

Inauguração no dia 3 de Setembro (quinta-feira), 21.30H, da Exposição “Arte Solidária”, na Galeria AMI, Rua da Lomba 153-159, junto à Estação de Campanhã, no Porto, Portugal.

Autarquia de Viana do Castelo cria
Rede de Bibliotecas e catálogo online

A Câmara Municipal de Viana do Castelo (Portugal) aprovou, em reunião de executivo, o alargamento da Rede de Bibliotecas a todas as escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico e ainda do secundário e ainda a criação do catálogo colectivo online.

Trata-se de possibilitar o acesso colectivo ao acervo das diferentes bibliotecas escolares, algumas com grande valor bibliográfico, e ainda de criar uma plataforma tecnológica que permita a dinamização de empréstimos inter-bibliotecas online.

A Rede de Bibliotecas irá agora abranger todas as escolas do concelho, que ficarão online através de uma plataforma tecnológica que permite a criação de um catálogo online colectivo, visando o fomento de uma política coordenada de aquisições, a compatibilização e a troca de informação bibliográfica e a dinamização de empréstimos inter-escolas.

Desta forma, e de acordo com a Presidente da Câmara, Flora Silva, “fica facilitada a troca de livros entre bibliotecas, é facilitada a gestão da colecção das bibliotecas e é enriquecido o catálogo das bibliotecas”.

Na reunião de executivo, foi também aprovado o protocolo de cooperação com a Comissão do Plano Nacional de Leitura com o objectivo de combater a iliteracia e divulgar o livro e a leitura nas escolas e nas salas de aulas.

Para cumprir este protocolo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai apoiar financeiramente as instituições educativas com 29 mil euros, que serão utilizados na aquisição de livros para as bibliotecas escolares até 2011, um valor que será duplicado com o apoio prestado pela Comissão do Plano Nacional de Leitura.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pintura de José González Collado no Porto

O "Traço e a Cor" é a designação da exposição de pintura que José González Collado e a Galeria Vieira Portuense inauguram no próximo dia 29 de Agosto, sábado) pelas 16 horas.

Porque, na verdade, se há artista plástico vivo que se possa caracterizar pela mestria do desenho e da conjugação das cores, esse é Collado, que as 83 anos de idade ainda pinta 5 horas por dia com o mesmo talento de há sessenta e tal anos, quando expôs pela primeira vez a sua obra.

A exposição poderá ser vista de segunda-feira a sábado, das 9,30 às 19 horas, até ao dia 26 de Setembro.

Galeria Vieira Portuense
Largo dos Lóios, 50, 4050-338 Porto (Portugal)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

IN Teatro. Do Teatro. No Teatro. Dentro do...

Um conceito de teatro IN, para virar algumas cabeças feitas e seduzir os públicos. Este espectáculo baseia-se na convicção de que o teatro, dentro da sua imensa diversidade de possibilidades, não tem de ser nem pode nunca ser uma seca para ninguém.

É tudo uma questão de abordagem e de atitude. Uma atitude essencialmente INformal, provocadora e reveladora. Pretende-se criar encontros estimulantes e íntimos com o público, reflectindo sobre o que nos rodeia, baseando algumas cenas em textos que atravessam a história do Teatro Ocidental, dando a provar um pouco da universalidade e contemporaneidade dessas referências intemporais.

Misturam-se, entre outros, tragédia, sátira, comédia, absurdo, realismo, dança, canto, máscara, mímica, marioneta, luz, som e vídeo. Explorando-os, sem pudores, para dar a conhecer uma multiplicidade de linguagens teatrais.

Subvertendo a estrutura convencional de um espectáculo, criando uma outra relação entre espectador e actor, queremos possibilitar o surgimento de uma experiência nova, para nós e para o público que se queira deixar surpreender…

IN 13ª produção AL-MaSRAH Teatro

Criação Colectiva
Encenação: Pedro Ramos


Corpo e Movimento: Rita Alves

Interpretação: Bruno Martins, Cátia Agria, Patrícia Amaral, Pedro Carvalho, Susana Nunes

Luz e Som: Valter Alves

Vídeo e Fotografia: Sandra Santos

Dramaturgia, Adereços, Figurinos Colectivo Apoio à Produção: Tela Leão Piano: Luís Conceição

Guitarra Portuguesa: José Alegre

Cartaz: Miguel Cruz

Desenhos Genérico: Gaya

Materiais de Divulgação: Verónica Guerreiro

80 min. M/12

Próximos espectáculos
10, 11, 12 e 13 Setembro – 22h – Espaço da Corredoura – TAVIRA
18 e 19 Setembro – 22h – Teatro Garcia de Resende – ÉVORA
25 e 26 Setembro – 22h – Teatro Municipal – SERPA

Informações e Reservas
967 77 91 22
alteatro.c@gmail.com
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