sexta-feira, 20 de junho de 2008

Última sentença (talvez)

É talvez na próxima recta
Que encontrarás a tua verdade,
Chegará vibrante como uma seta
Dirigida ao centro da saudade

Não, nunca terá nenhum desvio
Nesse percurso de castigo,
É como a mensagem que te envio
Meu bom mas hesitante amigo.

É como o pensamento que inquieta
O ancestral povo dito lusitano,
Como disse aquele nosso poeta
No seu grito de dor humano:

“Mas estorvou o inevitável tiro
A mão divina, poderosa e recta…”
Era u grito de triste suspiro
Querendo morrer mas chegar à meta.

Mas a mão divina não é suficiente
Para o debelar da funeste doença.
Tem de ser a luta da nossa gente
A dar a última e única sentença.

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