domingo, 26 de julho de 2009

"Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola"

Leonor Figueiredo, de 52 anos, foi jornalista do Correio da Manhã e depois, 21 anos, do Diário de Notícias, título onde tencionava publicar o trabalho que deu origem ao livro "Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola".

Durante mais de 30 anos, a jornalista Leonor Figueiredo procurou pistas sobre o desaparecimento do pai em Angola, em Julho de 1975. Nos arquivos do Estado, descobriu mais de 250 portugueses que foram ‘esquecidos’ propositadamente.

Encontrou cinco antigos presos em Luanda, na esperança de que conhecessem o seu pai. Resultado: pouco escreveu sobre o pai mas recolheu para este livro arrepiantes testemunhos da prisão e do abandono na ex-colónia.

Edições Alêtheia, 16€ (à venda nas livrarias a partir de 7 de Agosto)

9 comentários:

porto de abrigo disse...

sou nascida em luanda, terra que foi amada por meus avós paternos e maternos, onde os filhos cresceram , casaram e os netos todos nasceram, vivi todo este triste cenário de os brancos que eram levados para a tourada e de todas as atrocidades cometidas, mas quando olho para a primeira página do jornal A RUA, herdado de meu avõ paterno cujo título é:
RETORNADOS TODOS ATIRADOS AOS TUBARÕES, de autoria de mário soares, confesso que afinal não foram só os negros a serem crueis.

Calcinhas de Luanda disse...

A crueldade dos negros foi alimentada e acirrada pela "Pandilha Sucialista" que tomou conta de Portugal e entregou as suas colónias, não necessariamente aos seus povos, mas a movimentos ditos libertadores. Tais movimentos eram e são na verdade sociais-fascistas, gerados a partir do Partido Comunista Português e portanto virados para a submissão à URSS. Era por isso necessário "limpar" Angola e foi isso que o MPLA fez.
Em Portugal há muitos "Migueis de Vasconcelos". Mas isto só virá à luz quando a história for escrita. Ainda falta muito tempo...

Renato Santos disse...

Fui para Angola fazer os três anos de idade, acompanhandos os meus pais.Ao meu pai ainda foi exigida "uma carta de chamada", assinada pela minha avó, em como se responsabilizava pela nossa manutenção em Angola. O meu pai foi colocado como funcionário dos CTT, na Companhia de Diamantes de Angola. Ali estudei até vir para Luanda (Liceu Salvador Correia). Fui funcionário do LEA, do BCA, cumpri o serviço militar (com muita Honra, como Militar Português)e depois de ter constituído família, sinto-me escorraçado de uma terra que eu com 33 anos de Angola, também a considerava minha. Mas, infelizmente, "outros valores mais altos se alevantaram" e nós que amávamos aquela terra, fomos corridos, sim fomos corridos e, com o andar dos tempos, viremos a saber mais, fomos escorraçados pelos governantes portugueses da altura.
Alguns já não estão cá (graças a Deus) mas ainda faltam alguns que hão-de pagar aquilo que fizeram. Infelizmente, ainda estão vivos alguns que tanto contribuiram para a nossa debandada... E eu conheço alguns que têem contribuído, aqui na Net, para que cada vez haja mais ódio, entre os desalojados de Angola.

A História faz-se com o tempo e daqui a umas décadas, quando as coisas vierem ao de cima, saberemos quem foram os Traidores...

Anónimo disse...

A autora tem um mail para onde podem ser enviados casos pessoais e respectivos contactos: www.ficheirossecretosdeangola@gmail.com

Wader disse...

Na mensagem de «anónimo» de 07.08.2009 às 01h44, consta que os contactos com a autora podem ser enviados para www.ficheirossecretosdeangola@gmail.com
Ora, há aqui confusão entre sítio Internet (www...com) e endereço electrónico (...@gmail).
Agradecia uma rectificação.

mrserrao disse...

Sou angolano filho de pais angolanos que viveram suas vidas na sua propria terra natal e que de repente viram os seus sonhos e ideais desmoronarem-se como um castelo de areia lavado pela ondas da traição.Passou-se um episodio na minha vida que teria muito gosto em partilhar com todos os que sofreram as amarguras de uma descolonizaçao ´A Portuguesa´. creio que o espaço e limitado para relatar este episodio,pelo que seria melhor um contacto pessoal para conatr esta odisseia que vivi aquando da morte de dois irmãos meus cujos responsaveis foram o governo de entao e o movimento de libertaçao favorito na altura o MPLA Devo acrescentar somente que um dos meus irmãos era paraplegico e tinha 32 anos de idade e o outro era furriel do exercito portugues e era da idade de 22 anos.Este relato,fala desde o desaparecimento deles no dia 28 de Maio de 1975 ate ao seu funeral no dia 8 de Agosto na linda cidade de Novba Lisboa conhecida pelo Huambo. Apesar de se term passados mais de 32 anos está bem vivo em minha memoria. Creio que muitos casos identicos ao meu existem,e desejo partilhar para que possamos ter o consolo de saber que nao somos os unicos a sofrer.

Anónimo disse...

Também lá estive 20 anos. De 1955 a 1975. Fui com 5 aninhos e sempre vivi no Bairro Popular em Luanda.
Desde miúdo que presenciei muita atrocidade feita aos "pretos" e legítimos "indígenas". Bebi água do Bengo. Lamento imenso que alguns interesses instalados se desmoronassem.
Atentamente.
Alexandre Barreira

Alexandre Barreira disse...

Também lá estive, de 1954 a 1975, quando cheguei tinha 3 aninhos.Lá estudei e servi a "Pátria Ditosa". Morei no Sambizamga e Popular. Presenciei desde a minha infância muitas atrocidades cometidas aos "pretos" indígenas legítimos. Lamento imenso que muitos interesses instalados tivessem desmoronado daquela forma.
Atentamente.
Alexandre Barreira

paulo sérgio disse...

gostei muito deste livro. não estava muito familiarizado com a historia da independencia de angola, apenas sabia um pouco do que nos contam na escola.
agora fiquei a saber como eram feitas as prisões, porque motivos, como o M conseguiu proclamar sozinho a independencia, e que alguns dos que são chamados herois, afinal eram principalmente traidores e criminosos de guerra.
aconselho o livro a todos